Jacarés imóveis escondem técnica de caça silenciosa no Pantanal; Biólogo explica o que está por trás da aparente calmaria

Dezenas de jacarés dividem a água e as margens de uma lagoa na Transpantaneira, em Poconé (MT), no Pantanal Norte. Alguns permanecem quase submersos, enquanto outros exibem os dentes com a boca aberta. A aparente tranquilidade levanta uma dúvida: esses animais são inofensivos?

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Jacarés se concentram na água e às margens de uma lagoa na Transpantaneira, em Poconé (MT). – Foto: Thiago Silva-Soares

Os registros foram publicados pelo biólogo Thiago Silva-Soares nas redes sociais no dia 18 de outubro. Segundo ele, os jacarés não estão sempre à espera de uma pessoa para atacar, como frequentemente aparecem no cinema. Isso, porém, não significa que a aproximação seja livre de riscos.

Na publicação, Thiago explica que acidentes com esses animais são raros no Brasil, mas podem ser graves e até fatais. Conhecer o comportamento desses animais ajuda a entender por que ficar parado pode fazer parte da caça e por que respeitá-los continua sendo necessário.

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Jacarés agrupados na margem de uma lagoa na Transpantaneira, em Poconé (MT). – Foto: Thiago Silva-Soares

Jacarés imóveis também podem estar à espera de alimento

Um jacaré parado na água pode parecer estar apenas descansando. Conforme o biólogo, porém, a imobilidade também faz parte de uma estratégia de caça conhecida como “senta e espera”: o animal aguarda uma oportunidade para capturar uma presa.

A alimentação varia conforme a espécie, o tamanho do jacaré e a disponibilidade de alimento. O cardápio pode incluir peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

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Dezenas de jacarés ocupam a água e as margens de uma lagoa no Pantanal mato-grossense. – Foto: Thiago Silva-Soares

Thiago destaca que esses predadores têm papel importante nos ecossistemas aquáticos. Por isso, a presença deles em uma lagoa, mesmo em grande quantidade, não deve ser interpretada automaticamente como uma ameaça às pessoas.

Se os acidentes são raros, por que exige cuidado?

A baixa frequência de acidentes não torna esses répteis animais domésticos. Segundo Thiago, parte das ocorrências envolve comunidades ribeirinhas, especialmente na Amazônia, onde a pesca, a navegação e outras atividades nos rios colocam as pessoas em contato com esses animais.

Esse convívio pode incluir encontros com o jacaré-açu, uma espécie de grande porte. O biólogo ressalta que os riscos existem, mas questiona a imagem de crocodilianos como monstros sempre prontos para atacar. Entender seus hábitos permite reconhecer tanto os riscos do contato quanto a importância da conservação.

Por Primeira Página

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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