Homem que matou esposa a tiros na frente dos filhos já tinha histórico de violência doméstica
Diogo Tavares, de 42 anos, acusado de matar a tiros a própria esposa, Sirley Pereira Gomes, também de 42 anos, em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 522 km de Cuiabá), no último domingo (9), já tem histórico de violência doméstica contra a vítima.
Contudo, de acordo com o delegado responsável pelo caso, Uendel Jesus, a mulher nunca denunciou as violências sofridas. A informação foi repassada à autoridade policial pelo filho do casal, de 17 anos, que também contou que o pai possuía quatro armas de fogo em casa.

“Segundo informações fornecidas pelo filho de 17 anos, já existia um histórico de violência doméstica entre o casal. Contudo, a vítima nunca noticiou qualquer dessas violências ocorridas preteritamente às autoridades”, disse o delegado.
Conforme informado pelo RepórterMT, o feminicídio ocorreu por volta das 14h30 de domingo, em uma fazenda localizada na região conhecida como Cambará. O casal estava ingerindo bebidas alcoólicas quando iniciou uma discussão.
Durante o desentendimento, Sirley tentou fugir em direção à casa de vizinhos, mas foi perseguida pelo marido, que efetuou diversos disparos contra ela.
Mesmo ferida, a mulher conseguiu correr até a casa de uma vizinha de 84 anos, que estava dormindo, e se esconder em um dos cômodos. Ela, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o crime, o feminicida fugiu em um Fiat Pálio branco e ainda não foi encontrado.
Os dois filhos mais novos do casal, de 10 e 14 anos, presenciaram a mãe sendo assassinada. Já o mais velho, de 17 anos, chegou ao local após o feminicídio.
Como não havia familiares próximos para assumir os cuidados dos filhos da vítima, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação.
A Polícia Civil instaurou um inquérito policial para investigar o caso e realiza buscas para tentar encontrar o assassino.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.




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