Homem que matou a esposa a facadas na frente do filho é identificado, mas segue foragido
Foi identificado como Elessandro Riguer Bispo, de 35 anos, o homem que matou a esposa, Eliene Luzanira da Silva, de 38 anos, a facadas na frente do filho do casal, na cozinha da residência da família em Nova Bandeirantes (a 997 km de Cuiabá). O crime ocorreu na manhã de sábado (22) e, desde então, o assassino segue foragido.
Ele teve a prisão preventiva decretada nesse domingo (23) pela juíza Milena Ramos de Lima e Souza Paro, de Nova Monte Verde.
Conforme informado pela delegada Mariell Antonini, secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher de Mato Grosso, Eliene era responsável por uma criança de 7 anos e também cuidava do pai, de mais de 70 anos. Segundo a delegada, a vítima não possuía medida protetiva contra o marid

“A mulher não está sozinha. É muito importante buscar ajuda do Estado nos primeiros sinais de violência. Temos instrumentos para proteger essa vítima e ajudá-la a romper o ciclo. O isolamento não é a melhor saída. Procure a Polícia Civil, peça uma medida protetiva e permita que a rede de proteção possa atuar”, afirmou a delegada.
Atualmente, Mato Grosso possui 11 unidades especializadas no atendimento às mulheres, sendo nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e duas unidades com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande. Outras 29 delegacias contam com núcleos especializados de atendimento.
Além disso, a Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios e possui cobertura para atender os 142 municípios do Estado. Mulheres com medidas protetivas também podem contar, conforme cada caso, com mecanismos como o Botão do Pânico e o monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira.
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Para mulheres em situação de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade, o Governo de Mato Grosso também oferece auxílio-moradia de R$ 600 mensais. Segundo a delegada, o benefício é uma das formas de ajudar a romper o ciclo da violência.
“Muitas mulheres permanecem em relações violentas porque dependem financeiramente do agressor. Esse auxílio é um suporte para que ela tenha condições de se afastar, buscar um lugar seguro e começar a reconstruir a própria vida”, explicou.
As informações sobre os serviços, locais de atendimento e mecanismos disponíveis em Mato Grosso também estão reunidas na plataforma Mulher MT.
Caso
O feminicídio aconteceu na manhã de sábado (22), por volta das 6h, quando a Polícia Militar foi acionada por meio de uma denúncia anônima informando que um homem teria matado a esposa na frente do filho do casal. Diante do relato, os policiais foram até o endereço indicado e constataram o crime.
Eliene Luzanira da Silva, de 38 anos, foi encontrada morta no chão da cozinha da residência da família. Ela estava coberta de sangue e apresentava diversas perfurações provocadas por golpes de faca. A arma utilizada no crime foi encontrada próxima ao corpo.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas e estiveram no local para os procedimentos necessários. As equipes seguem em diligências para localizar e prender Elessandro Riguer Bispo, de 35 anos.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
Por Repórter MT




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