Homem é investigado por atuar como dentista sem registro em distrito de Colniza
Um homem é investigado por suspeita de exercer ilegalmente a profissão de cirurgião-dentista no distrito de Guariba, em Colniza, a 1.043 quilômetros de Cuiabá. A fiscalização foi realizada nesta quarta-feira (8) pelo Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), com apoio da Polícia Militar, após uma denúncia anônima.
Conforme o CRO-MT, fiscais da regional de Sinop encontraram o suspeito realizando procedimentos exclusivos da Odontologia, apesar de ele não possuir formação na área nem registro profissional que o habilitasse para o exercício da atividade.
Ainda segundo o Conselho, o atendimento era realizado em um espaço adaptado no interior de uma loja de calçados. No local, os fiscais apreenderam equipamentos, instrumentos e outros materiais normalmente utilizados em consultórios odontológicos.
O suspeito foi conduzido para prestar esclarecimentos. Como não havia pacientes sendo atendidos durante a fiscalização, a situação não foi caracterizada como flagrante. Mesmo assim, o Conselho informou que adotou as medidas administrativas cabíveis e dará continuidade aos procedimentos legais para apurar o caso.
O CRO-MT também informou que encaminhará um ofício à Vigilância Sanitária, solicitando providências em relação ao estabelecimento onde a atividade era desenvolvida.
Segundo o presidente em exercício do Conselho, Alessandro Tadeu Correa Marques, a fiscalização tem como principal objetivo impedir o exercício irregular da profissão e preservar a segurança da população.
“A Odontologia só pode ser exercida por profissionais legalmente habilitados e inscritos no Conselho. O combate ao exercício ilegal da profissão é uma das principais atribuições do CRO-MT e representa uma medida essencial para a proteção da saúde pública”, afirmou.
O Conselho reforçou que a participação da população, por meio de denúncias, é fundamental para identificar práticas clandestinas e reduzir os riscos aos pacientes. O exercício ilegal da Odontologia é previsto como crime e pode trazer sérias consequências à saúde pública.





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