Galvan dispara contra senadores de MT: “Os três são covardes”
Durante sabatina em Cuiabá, candidato criticou atuação dos três senadores de Mato Grosso e defendeu mudanças no Senado e no STF
O Partido Avante confirmou a candidatura de Antônio Galvan ao Senado por Mato Grosso. Durante uma sabatina realizada em Cuiabá, o candidato fez duras críticas à atuação dos atuais senadores do Estado e afirmou que o Senado Federal tem responsabilidade pelo cenário político vivido pelo país.

Ao comentar a atuação da bancada mato-grossense, Galvan classificou os três senadores como “covardes” e questionou quais medidas teriam adotado para enfrentar questões que, segundo ele, deveriam ser fiscalizadas pelo Congresso Nacional.
“Tudo eles, covardes, os três de Mato Grosso. Se tivessem feito o trabalho que é dado ao Senado, tanto de aprovar o nome como tirar, o país não estaria desse jeito”, afirmou.
Galvan também criticou o que considera falta de posicionamento dos parlamentares diante de pedidos de impeachment e de medidas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Me mostre um que tenha feito alguma coisa”, provocou o candidato, ao questionar a atuação dos representantes de Mato Grosso no Senado.
Críticas ao STF
Grande parte da fala de Galvan foi direcionada ao funcionamento do Supremo Tribunal Federal. O candidato defendeu que ministros da Corte sejam responsabilizados caso sejam comprovados ilícitos e afirmou que o Senado deveria exercer seu papel de fiscalização.
Segundo Galvan, a Constituição estaria sendo desrespeitada quando determinadas autoridades não são submetidas à fiscalização prevista no ordenamento jurídico.
“Eu não concordo com isso, porque vocês concordam que o cara faça o que quer lá dentro?”, questionou.
O candidato também criticou decisões judiciais que, segundo ele, teriam resultado em prisões que considera ilegais. Durante a sabatina, citou o ex-presidente Jair Bolsonaro e questionou os motivos pelos quais ele teria sido condenado.
Defesa de mudanças
Ao falar sobre o sistema de Justiça, Galvan defendeu punições mais severas para autoridades que eventualmente cometam crimes. Ele afirmou que ministros do STF que praticarem ilícitos deveriam ser responsabilizados criminalmente, além de perderem o cargo.
“Porque por ilícito tem que ir para a cadeia, não é só cassar”, declarou.
Galvan também mencionou casos de magistrados acusados de venda de decisões judiciais e criticou a possibilidade de servidores afastados continuarem recebendo remuneração enquanto respondem às medidas administrativas e judiciais.
“Será que está certo isso? Um lado tudo e outro lado a população nada?”, questionou.
Ao encerrar a fala, o candidato do Avante resumiu sua posição com um discurso de mudança no país.
“Ou nós mudamos o Brasil ou será que vamos ter que mudar do Brasil?”, afirmou.
Por Redação RBT News




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