Funcionária confessa furto de joias avaliadas em R$ 50 mil e aponta dois receptadores presos em Sorriso e Lucas do Rio Verde
Investigação começou após vítima desconfiar da própria funcionária; parte das joias foi recuperada pela Polícia Civil
Uma mulher foi presa após confessar o furto de joias da residência onde trabalhava, em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Segundo a investigação, os objetos levados são avaliados em aproximadamente R$ 50 mil e tinham, além do valor financeiro, importância sentimental para a vítima.

O caso chegou à Polícia Civil por meio de um boletim de ocorrência registrado pela proprietária da residência. Ela relatou o desaparecimento de algumas joias e afirmou aos investigadores que suspeitava da própria funcionária.
Diante da denúncia, os policiais foram até a residência da suspeita e realizaram os primeiros questionamentos. Durante a apuração, foram analisadas imagens das câmeras de segurança instaladas na casa. As gravações, segundo a polícia, mostraram a mulher retirando os objetos do imóvel.
Diante das imagens, a funcionária confessou que vinha praticando furtos de forma sucessiva. Conforme o relato policial, ela selecionava principalmente peças de ouro e chegou a devolver algumas semijoias que havia retirado da residência.
A mulher foi conduzida à delegacia, onde prestou depoimento e, durante o interrogatório, informou aos investigadores quem seriam os responsáveis por receber e negociar as joias furtadas.
Polícia prende dois suspeitos de receptação
Com as informações fornecidas pela investigada, a Polícia Civil chegou a dois suspeitos que estariam envolvidos na receptação das joias. Um deles mantinha uma empresa em Sorriso e o outro atuava em Lucas do Rio Verde.
Durante a ação em Sorriso, os policiais prenderam o primeiro suspeito. Segundo a investigação, ele estaria ocultando ouro no estabelecimento e mantinha uma estrutura para realizar a fundição do material.
A suspeita é de que as joias recebidas fossem rapidamente derretidas e transformadas em outras peças, que posteriormente eram comercializadas. De acordo com a Polícia Civil, a prática dificultava a identificação e a recuperação dos objetos originais.
Parte do material foi localizada e recuperada pelos investigadores. Outra parcela, porém, pode não ser recuperada, já que, segundo os relatos obtidos durante a investigação, o ouro teria sido derretido e revendido para diferentes compradores.
O primeiro suspeito também teria indicado a participação de um segundo homem, de Lucas do Rio Verde. Conforme a investigação, os dois mantinham uma relação comercial, descrita pelos investigadores como uma espécie de vínculo entre patrão e empregado ou sócios.
O segundo suspeito também foi preso. Aos policiais, ele teria afirmado informalmente que o ouro já havia sido derretido e que não estaria mais em sua posse. A Polícia Civil, no entanto, informou que não considerou a versão suficiente e manteve a prisão para o prosseguimento das investigações.
Os dois homens foram autuados por receptação qualificada pelo exercício de atividade comercial, segundo a Polícia Civil.
Investigação busca recuperar prejuízo
A Polícia Civil informou que continua trabalhando para localizar e recuperar o máximo possível dos bens levados da vítima.
O caso também chamou atenção dos investigadores para uma situação que, segundo eles, tem sido recorrente em Sorriso: furtos e desvios praticados por funcionários que possuem acesso e confiança dos empregadores.
De acordo com o relato policial, há registros de casos em que funcionários teriam realizado saques, transferências via Pix, desviado dinheiro e retirado bens dos próprios patrões.
A orientação da polícia é que vítimas formalizem as denúncias e forneçam documentos, registros bancários, imagens de câmeras e demais elementos que possam auxiliar na investigação e na recuperação dos valores ou bens.
As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica dos furtos e identificar o destino dos materiais que ainda não foram recuperados.
Por Redação RBT News




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