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Sem Saibari, lesionado na partida contra o Canadá, Marrocos praticamente não conseguiu ameaçar nos contra-ataques. Talbi, seu substituto, não finalizou nenhuma vez. No total, foram cinco chutes marroquinos na partida, só um deles no gol. Os africanos pouco pisaram na área francesa.
Longe de ser ameaçada, a França dominou o jogo amplamente: chutou 22 vezes, 8 delas no gol. Só não abriu o placar no primeiro tempo por outra boa atuação do goleiro Bono, que pegou um pênalti de Mbappé e impediur outras duas boas chances.
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O time francês tem opções de sobra para incomodar. Pela esquerda, o driblador Doué. Pela direita, o ambidestro Dembelé. Flutuando de um lado a outro, ninguém menos que Mbappé, além do virtuoso armador Olise.
Mesmo depois do pênalti perdido, a equipe do técnico Didier Deschamps continuou rodando a bola com tranquilidade até encontrar um espaço para chegar ao gol.
Com tanta habilidade, mesmo diante de retrancas, a França consegue ser objetiva: é a equipe que menos precisa tocar a bola para marcar no mata-mata. Com 16 gols e 3.371 passes trocados até aqui, converte a cada 211 toques. A Espanha, por exemplo, precisa de 376 passes (165 a mais) para fazer um gol.
Seus outros dois oponentes no mata-mata até aqui, Suécia e Paraguai, seguiram roteiro parecido ao de Marrocos: recuaram e apostaram no contragolpe, também sem resultado. Dessa forma, o goleiro Maignan foi alvo de apenas quatro chutes na fase eliminatória. Nenhum deles balançou as redes.
Resta ao seu próximo adversário, Espanha ou Bélgica, decidir se vale apostar na estratégia de mais precaução, que não deu certo para outros, ou ousar bater de frente com o poderoso ataque francês a fim de, mesmo se arriscando mais, procurar um final diferente.
Por Folha de São Paulo
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