Exportações de carne bovina de Mato Grosso recuam 7,7% em julho, aponta Imea

Embarques somaram 81,92 mil toneladas equivalente carcaça; queda foi influenciada principalmente pela redução das vendas para a China, enquanto retenção de fêmeas pressiona os abates no Estado

As exportações de carne bovina de Mato Grosso recuaram em julho de 2026, acompanhando um cenário de menor oferta de animais para abate e forte redução dos embarques destinados à China. De acordo com dados da Secex compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Estado exportou 81,92 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) no mês, queda de 7,71% em relação a junho e de 8,46% na comparação com julho de 2025.

ARTE-63-300x169 Exportações de carne bovina de Mato Grosso recuam 7,7% em julho, aponta Imea

A receita das exportações também apresentou retração no período. Em julho, foram movimentados US$ 402,46 milhões, ante US$ 447,88 milhões em junho.

O principal fator por trás da queda foi a redução dos embarques para a China. As exportações mato-grossenses destinadas ao mercado chinês somaram 32,91 mil TEC em julho, retração de 35,34% frente a junho e de 38,58% em relação a julho do ano passado.

Segundo o Imea, o movimento está relacionado ao esgotamento da cota chinesa, restando neste momento apenas o despacho de cargas que já haviam sido negociadas anteriormente.

Apesar da forte redução das vendas para a China, outros mercados ajudaram a limitar a queda das exportações mato-grossenses. Na comparação com junho, os embarques cresceram 37,53% para o Chile, 66,65% para os Estados Unidos, 30,66% para o México, 24,20% para a Rússia e 172,04% para a Espanha.

Para os próximos meses, a expectativa do Imea é de que o impacto sobre os embarques se torne mais acentuado, com possibilidade de retomada do fluxo a partir de novembro de 2026, quando as novas compras passarão a integrar a cota de importação chinesa para 2027.

Retenção de fêmeas reduz abates

O cenário das exportações ocorre paralelamente a uma mudança importante na oferta de bovinos para abate em Mato Grosso. Em julho, os frigoríficos do Estado abateram 609,83 mil cabeças, volume 1,53% menor que o registrado em junho e 7,11% abaixo de julho de 2025, segundo dados do Indea.

A principal razão para a retração foi a menor disponibilidade de fêmeas. Foram abatidas 263,14 mil vacas e novilhas, queda de 12,69% na comparação mensal e de 17,11% no comparativo anual. As fêmeas representaram 43,15% do total abatido no Estado.

De acordo com o Imea, a redução está associada ao avanço da retenção de matrizes, movimento relacionado à recomposição do rebanho diante da valorização das categorias de reposição. Com preços mais atrativos para animais destinados à reprodução, produtores tendem a manter mais fêmeas nas propriedades, reduzindo a disponibilidade desses animais para os frigoríficos.

Na direção oposta, os abates de machos aumentaram. Em julho, foram 346,69 mil cabeças, avanço de 9,06% ante junho e de 2,25% frente a julho de 2025. O aumento ajudou a amenizar a retração do abate total e contribuiu para atender à demanda das unidades frigoríficas.

Oferta mais restrita pode sustentar o boi gordo

A perspectiva para os próximos meses é de manutenção de uma oferta mais restrita de bovinos para abate, especialmente de fêmeas. Esse cenário tende a continuar dando sustentação aos preços do boi gordo em Mato Grosso.

Na primeira semana de agosto, o preço médio do boi gordo a prazo no Estado chegou a R$ 328,75 por arroba, segundo o Imea. A vaca gorda a prazo foi cotada, em média, a R$ 307,48.

Outro indicador que chama atenção é a redução das escalas de abate. Na semana de 3 a 7 de agosto, a média foi de 7,34 dias úteis, recuo de 20,07% no comparativo semanal. Para o Imea, o movimento reflete um ajuste operacional das unidades frigoríficas.

Ao mesmo tempo, a carcaça casada do boi encerrou a semana cotada, em média, a R$ 24,54/kg, alta de 0,74% ante a semana anterior, movimento associado à expectativa de melhora na demanda.

A valorização também alcançou a reposição. A bezerra de 6 arrobas foi negociada, em média, a R$ 12,82/kg, avanço de 2,80% no comparativo semanal.

Com a menor disponibilidade de fêmeas, a firmeza dos preços da reposição e a redução das escalas dos frigoríficos, o mercado pecuário mato-grossense entra nos próximos meses sob a influência de uma oferta mais ajustada. No mercado externo, por outro lado, o desempenho das exportações deverá continuar condicionado principalmente ao ritmo dos embarques para a China até a retomada da nova cota.

Por Redação RBT news

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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