Ex-funcionária de clínica odontológica é alvo de operação suspeita de desviar R$ 100 mil e cobrar pacientes em contas pessoais

Polícia Civil mira ex-funcionária suspeita de desviar R$ 100 mil e aplicar golpes em pacientes

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Falso Sorriso, que investiga uma ex-funcionária de uma clínica odontológica de Cuiabá suspeita de desviar aproximadamente R$ 100 mil e aplicar golpes contra pacientes.

WhatsApp-Image-2026-08-20-at-07.05.42-225x300 Ex-funcionária de clínica odontológica é alvo de operação suspeita de desviar R$ 100 mil e cobrar pacientes em contas pessoais

WhatsApp-Image-2026-08-20-at-07.05.41-225x300 Ex-funcionária de clínica odontológica é alvo de operação suspeita de desviar R$ 100 mil e cobrar pacientes em contas pessoais
Foto ilustrativa

Ao todo, foram cumpridas três ordens judiciais de busca e apreensão, além de medidas para afastamento do sigilo de dados telemáticos. Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital e têm como alvo uma mulher de 31 anos.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

Suspeita teria usado contas pessoais para receber pagamentos

Segundo a Polícia Civil, a investigada trabalhava na área administrativa e financeira de uma clínica localizada no bairro Campo Velho. Por causa da função, ela teria conquistado a confiança dos proprietários e passado a ter acesso ao sistema de gestão, cadastro de pacientes, contratos, parcelas e registros de pagamentos.

De acordo com a investigação, a mulher teria utilizado essa posição para abordar pacientes pessoalmente ou por meio de seu WhatsApp particular, oferecendo descontos e orientando que os pagamentos fossem feitos por Pix, links, QR Codes ou máquinas de cartão vinculados às próprias contas.

Após receber os valores, a suspeita teria alterado os registros internos da clínica para fazer com que os pacientes constassem como adimplentes. Dessa forma, os tratamentos poderiam continuar normalmente, mesmo sem que os valores pagos chegassem ao caixa do estabelecimento.

A investigação também identificou indícios de pagamentos em dinheiro, alteração de datas de vencimento e cobranças feitas em nome da clínica. Em alguns casos, segundo a Polícia Civil, os pacientes teriam sido informados até mesmo sobre a possibilidade de negativação caso não realizassem os pagamentos.

Esquema foi descoberto após alerta de paciente

O suposto esquema veio à tona depois que uma paciente procurou os proprietários da clínica e informou ter realizado um pagamento via Pix diretamente para a conta pessoal da então funcionária.

A partir da denúncia, a clínica realizou uma apuração interna e identificou mais de 15 pacientes que teriam passado por situações semelhantes.

Inicialmente, os contratos relacionados aos casos investigados ultrapassavam R$ 50 mil. Com a inclusão de tratamentos realizados sem o correspondente ingresso dos valores no caixa, o prejuízo estimado pode superar R$ 100 mil.

Mesmo após demissão, suspeita teria continuado fazendo cobranças

Ainda conforme a investigação, a mulher foi demitida por justa causa, mas teria continuado entrando em contato com pacientes posteriormente.

Ela seria suspeita de continuar se apresentando como funcionária da clínica e realizando novas cobranças em nome do estabelecimento.

Durante a operação, os policiais buscam apreender celulares, computadores, máquinas de cartão, documentos e outros materiais que possam ajudar a comprovar as práticas investigadas, identificar novas vítimas e dimensionar o prejuízo causado.

Os materiais recolhidos serão analisados pelas equipes responsáveis e, quando necessário, encaminhados para perícia.

A investigada poderá responder por crimes como furto qualificado mediante fraude, furto qualificado pelo abuso de confiança e estelionato, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

A Polícia Civil informou que o caso permanece em apuração e que as diligências continuam para esclarecer completamente os fatos, identificar possíveis novas vítimas e responsabilizar os envolvidos.

Nome da operação

O nome “Falso Sorriso” faz referência ao segmento odontológico em que os fatos teriam ocorrido e à relação de confiança construída pela investigada no ambiente de trabalho, que, segundo a investigação, teria sido utilizada para encobrir os supostos desvios e golpes contra pacientes.

Por Redação RBT News

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

Publicar comentário