“Eu não vou responder esse nervosismo e esse destempero do ex-governador Mauro Mendes” dispara Senador
O senador Wellington Fagundes fez duras críticas à gestão de obras públicas em Mato Grosso e reagiu a declarações atribuídas ao ex-governador Mauro Mendes durante agenda no interior do estado, na região de Sinop.
Logo no início de sua manifestação, o parlamentar negou que vá entrar em confronto direto com o ex-governador.
“Eu não vou responder esse nervosismo e esse destempero do ex-governador”, afirmou.
Fagundes disse ainda ter ficado surpreso com uma gravação que circula nas redes sociais e explicou o contexto de suas falas anteriores sobre a estadualização de rodovias.
“Fiquei estarrecido de ver uma gravação onde o ex-governador Mauro quase está enlouquecido por uma afirmação que na verdade eu não falei nada a não ser uma cobrança de que a estadualização de uma estrada federal grandiosa traz ônus para o Estado, por isso à época fui contra”, declarou.
O senador também detalhou sua participação em uma reunião no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), realizada com vereadores de seis municípios da região entre Juína e Vilhena. Segundo ele, foram relatados problemas graves em uma estrada construída pelo governo estadual.
“Os vereadores denunciaram o péssimo estado de uma estrada que o Estado construiu e que em menos de um ano a estrada está praticamente desmanchando, com acidentes que estão ocorrendo e também com a intrafegabilidade da estrada”, afirmou.
Fagundes destacou ainda a presença de autoridades na audiência e o papel do Tribunal de Contas na apuração das denúncias.
“O Tribunal de Contas, através do presidente Sérgio, fez uma reunião audiência pública onde estava presente a Assembleia Legislativa representada pelo deputado João, também estava a Câmara Federal representada pelo deputado Emanuel e ainda a minha presença representando o Senado”, disse.
Segundo o senador, o órgão de controle avalia possíveis irregularidades na execução das obras.
“O presidente do Tribunal de Contas fez várias análises da possibilidade de improbidade administrativa, malversação da aplicação do recurso público e que o Tribunal de Contas do Estado estaria fazendo uma fiscalização in loco”, relatou.
Em outro momento da fala, Fagundes ampliou as críticas à condução de obras estaduais e mencionou episódios envolvendo o governo.
“O governador atual, o Piveta, ele afirmou a semana passada que o Governo do Estado é incompetente, é muito ruim para fazer obras e também para fazer a gestão da saúde”, disse.
O senador também citou a obra do Portão do Inferno e criticou decisões administrativas.
“O Estado de Mato Grosso, a gestão do ex-governador Mauro, contratou uma empresa por dispensa de licitação, não ouvindo técnicos profissionais da Universidade Federal e o dinheiro foi gasto e a obra nada resultou”, afirmou.
Ele ainda questionou a condução técnica de projetos públicos.
“Não é uma administração que obedece à questão da engenharia, da responsabilidade técnica e principalmente de ser uma gestão eficiente, tão propalada”, declarou.
Ao final, o parlamentar afirmou que o debate político deve se intensificar com a aproximação do período eleitoral.
“Estamos num período pré-eleitoral e na eleição muito mais discussão haverá, porque isso é natural, uma disputa política permite o contraditório e o debate”, disse.
Fagundes concluiu afirmando que a apuração das denúncias cabe aos órgãos de controle.
“Portanto, essa resposta não é minha, essa resposta deve ser dada pelo Tribunal de Contas do Estado”, finalizou.





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