“Está passando da hora de a sociedade exigir isso”, diz Margareth Buzetti ao defender debate sobre prisão perpétua após morte de menina de 12 anos
A repercussão da morte de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, encontrada sem vida em Várzea Grande, levou a senadora Margareth Buzetti a defender a abertura de um debate nacional sobre a possibilidade de adoção da prisão perpétua para crimes considerados extremamente graves.

Por meio de manifestação pública, a parlamentar classificou o caso como um ato de extrema crueldade e afirmou que a tragédia reforça a necessidade de discutir mudanças no sistema penal brasileiro. Olga teria sido morta após sofrer agressões dentro da residência do pai, apontado pela investigação como principal suspeito do crime.
Ao comentar o episódio, a senadora declarou que a violência praticada contra a menina a faz questionar os limites da humanidade. Segundo ela, todas as medidas legislativas possíveis dentro dos limites constitucionais foram defendidas ao longo de sua atuação parlamentar para ampliar a proteção de crianças e adolescentes e endurecer as punições contra criminosos.
Durante sua fala, Buzetti afirmou que, diante de crimes considerados bárbaros, a sociedade precisa discutir alternativas mais rigorosas de punição. Ela citou especificamente a prisão perpétua, embora reconheça que a medida atualmente é vedada pela Constituição Federal por se tratar de uma cláusula pétrea.
“Está passando da hora de a sociedade exigir esse debate dos congressistas”, afirmou a senadora ao comentar o caso.
A parlamentar também rebateu argumentos de que o aumento das penas não teria impacto no combate à criminalidade. Segundo ela, famílias que enfrentam tragédias como a morte de uma criança em circunstâncias violentas convivem com uma dor irreparável, o que torna necessária uma reflexão mais profunda sobre a resposta do Estado a crimes dessa natureza.
O caso de Olga Beatriz segue sob investigação da Polícia Civil. As autoridades ainda apuram a dinâmica do crime e as circunstâncias que levaram à morte da adolescente. O suspeito se apresentou à polícia após o ocorrido e permanece à disposição da Justiça.
Por Ana Flávia Moreira




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