“Está difícil viver no Brasil”, diz Margareth Buzetti ao defender debate sobre classificação de facções como terroristas
A senadora Margareth Buzetti afirmou nesta sexta-feira (5) que organizações criminosas como deveriam ser debatidas sob uma nova perspectiva jurídica e de segurança pública no país.
Em declaração com tom crítico ao cenário de violência e à atuação do crime organizado, a parlamentar questionou a resistência em classificar esses grupos como organizações terroristas.
“Qual é o problema de serem classificadas como terroristas?”, disse a senadora, ao citar o avanço dessas facções no território nacional e também fora do Brasil.
Durante a fala, Buzetti afirmou que essas organizações estariam presentes em diferentes regiões do país e em outros países, além de exercerem controle em comunidades onde, segundo ela, impõem cobranças ilegais à população.
“Estão em 30% do território nacional”, afirmou, acrescentando que os grupos “cobram taxas de luz, água, internet, gás e segurança” em áreas sob influência do crime organizado.
A senadora também destacou que a recusa no pagamento dessas cobranças resultaria em ameaças e violência.
“Se você não paga, eles ameaçam, torturam e matam”, declarou.
Em outro trecho, ela defendeu que o debate sobre segurança pública precisa ser prioridade no país.
“Soberania começa quando você garante o ir e vir do cidadão”, afirmou, criticando o que classificou como falta de efetividade do Estado na proteção da população.
Buzetti ainda fez críticas ao cenário político e ao que considera uma polarização em torno do tema. Segundo ela, é necessário foco em soluções concretas para a violência. “Está difícil viver no Brasil”, disse, ao defender que o debate político deixe de lado disputas ideológicas e priorize a segurança dos brasileiros.
As declarações foram feitas em meio a discussões nacionais sobre o endurecimento das leis contra o crime organizado e propostas que tratam da tipificação dessas facções em legislações mais rigorosas.
Por Rbt News





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