Dormir e acordar cansado pode indicar distúrbio do sono
Sintoma comum pode estar relacionado a distúrbios respiratórios e exige avaliação especializada
Dormir a noite inteira e ainda acordar cansado pode ser um sinal de alteração na qualidade do sono. Esse tipo de sintoma pode estar relacionado a distúrbios respiratórios, como a apneia obstrutiva do sono, condição que interfere diretamente na respiração durante a noite.
Caracterizada pela redução ou interrupção temporária da passagem de ar pelas vias respiratórias, a apneia pode comprometer a oxigenação do organismo e impactar o descanso, mesmo quando a pessoa acredita que dormiu por tempo suficiente.
Além da sensação de cansaço ao acordar, outros sinais podem estar associados ao problema, como ronco frequente, pausas na respiração durante o sono, engasgos ou sensação de sufocamento, sonolência excessiva ao longo do dia, dificuldade de concentração e alterações de memória.
Embora o cansaço também possa estar relacionado a fatores como estresse e rotina, especialistas alertam que a persistência dos sintomas deve ser investigada, já que o quadro pode estar associado a impactos sistêmicos ao longo do tempo, incluindo alterações metabólicas e cardiovasculares.

A cirurgiã-dentista, Dra. Ticiane Lamas, explica que o diagnóstico adequado é fundamental para definição do tratamento.
“Quando um paciente é diagnosticado e decide iniciar um tratamento, ele vai passar por um acompanhamento clínico, identificando qual a real necessidade naquele momento, reduzindo os riscos de agravamento ou de uso de ferramentas mais avançadas para controlar o problema”, disse a dentista.
O tratamento da apneia do sono é individualizado e pode envolver diferentes abordagens, de acordo com a gravidade e o perfil do paciente. Entre as alternativas mais conhecidas está o CPAP, equipamento utilizado durante o sono que mantém as vias aéreas abertas por meio de fluxo contínuo de ar.
Outra possibilidade, indicada em casos específicos, é o aparelho de avanço mandibular, dispositivo intraoral que atua posicionando a mandíbula de forma a facilitar a passagem do ar durante o sono, sendo uma alternativa para pacientes que não se adaptaram ao CPAP.
Mudanças de hábitos também podem fazer parte do cuidado, como controle de peso quando necessário, evitar o consumo de álcool antes de dormir e ajustes na posição durante o sono.
Em situações específicas, o tratamento pode envolver abordagem interdisciplinar, com a participação de médicos, cirurgiões-dentistas, fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas.
A orientação é que pessoas com sintomas frequentes busquem avaliação especializada para investigação adequada e definição do tratamento mais indicado para cada caso.
Rômalo Bessa – DRT/MT [0003444]
Assessoria de Imprensa.
(66) 9 9943-2353




Publicar comentário