Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos após declarações de Trump sobre Irã

dólar rompeu o piso de R$ 5 pela primeira vez em dois anos na sessão desta segunda-feira (13), com investidores reagindo aos novos desdobramentos da guerra no Irã.

A cotação final foi de R$ 4,997, uma baixa de 0,26% em relação a sexta-feira (10). Trata-se do menor valor para a moeda norte-americana desde 27 de março de 2024, quando atingiu R$ 4,980.

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Notas de dólares – Dado Ruvic/Reuters

A moeda voltou a operar abaixo do patamar dos R$ 5 ainda no início da tarde, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Teerã quer fazer um acordo para encerrar o conflito que se estende desde o final de fevereiro. Mesmo que o governo iraniano não tenha confirmado a iniciativa, os mercados globais interpretaram a afirmação do republicano como uma sinalização de trégua futura, reduzindo temores de uma nova escalada nos ataques.

O alívio também beneficiou a Bolsa brasileira, que fechou em alta de 0,34%, a 198.000 pontos —novo recorde histórico. No pico do dia, o Ibovespa atingiu 198.173 pontos, renovando a máxima durante o período de negociações.

“Os Estados Unidos voltaram a falar em um acordo e que as negociações vão continuar, o que já era o esperado. Dificilmente os dois países iriam chegar a um consenso logo na primeira negociação”, diz Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

“O fluxo estrangeiro está muito positivo para o Brasil há algum tempo. O mercado está otimista com o país, seja para investir na Bolsa, seja para investir em outros ativos, e isso ajuda a apreciar ainda mais o câmbio.”

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Notas de dólares – Dado Ruvic/Reuters

A soma de fatores empurrou o dólar para baixo já na semana passada. Na sexta, por exemplo, a moeda testou o patamar de R$ 5 pela primeira vez desde que foi alçada a esse valor, pegando carona no otimismo com uma trégua definitiva no Oriente Médio e no custo-oportunidade de investir no Brasil.

O fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no final de semana chegou a impor cautela nos mercados pela manhã, com a moeda atingindo a máxima de R$ 5,039, e a Bolsa, a mínima de 196.222 pontos.

A tendência foi revertida à tarde, quando Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que o Irã procurou pelo governo republicano visando o cessar-fogo.

Até então, havia poucos sinais de que as negociações estavam de volta aos trilhos. Investidores chegaram a temer uma retomada dos ataques em meio ao impasse e à escalada de tom entre as autoridades de ambos os países.

O Irã culpou os EUA pelo colapso das negociações e não confirmou novas conversas nesta segunda-feira.

“Fomos contatados esta manhã pelas pessoas certas, as pessoas apropriadas, e elas querem chegar a um acordo”, disse Trump, sem dar detalhes sobre quem participou da conversa.

A declaração ocorre em meio ao bloqueio do estreito de Hormuz às 11h, no horário de Brasília, em medida determinada por Trump no domingo (12) depois que as delegações não chegaram a um acordo.

O bloqueio também havia sido em resposta à cobrança de um pedágio para as embarcações. Em vez de reabrir a passagem como havia sido combinado na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que diz evitar minas colocadas pela teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por cada barril de óleo transportado.

“O bloqueio será realizado de maneira imparcial contra embarcações de todos os países que entrem ou partam de portos e áreas costeiras do Irã”, disseram os militares americanos, afirmando que não impedirão a navegação de barcos “que cruzem o estreito de Hormuz vindo de ou com destino a portos não-iranianos”.

Neste cenário, o petróleo Brent voltou a cruzar o patamar de US$ 100 o barril, em alta de mais de até 7%. À tarde, com a sinalização de trégua, os ganhos desaceleraram para 3%, a US$ 98 o barril. Ações europeias e asiáticas fecharam em baixa, e índices acionários nos EUA avançaram até 1,2%.

“Os mercados estão tentando filtrar o turbilhão de manchetes. Até agora, pelo menos, estão lidando relativamente bem com as notícias, pois ainda não vimos um retorno dos preços aos níveis anteriores ao cessar-fogo”, diz Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado global da Ebury.

“Isso sugere que os investidores talvez vejam a ruptura nas negociações mais como um obstáculo no caminho e um sinal de jogo de pressão, em vez de algo que necessariamente possa atrapalhar o caminho para a paz.”

Por Primeira Página

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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