Dólar cai e Bolsa avança à espera de nova pesquisa Datafolha e com exterior no radar

dólar está em queda nesta sexta-feira (21), acompanhando o desempenho da divisa norte-americana no exterior. No cenário doméstico, os agentes monitoram o noticiário político, à espera da divulgação de uma nova pesquisa Datafolha.

Às 10h45, a moeda tinha queda de 0,40%, cotada a R$ 5,173. No mesmo horário, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,06%.

A nova pesquisa Datafolha será divulgada a partir das 18h40.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, tinha alta de 1,39%, aos 170.271 pontos.

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Cédulas de dólares empilhadas – Sam Mircovich/Reuters

A fraqueza do dólar ante outras moedas ocorre em meio a questionamentos de investidores sobre os esforços do Tesouro dos Estados Unidos para acalmar o mercado de títulos. Segundo os agentes, as medidas adotadas pelo órgão para conter a pressão nesse mercado podem acabar afetando a confiança na moeda americana.

Na véspera (20), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,33%, enquanto a Bolsa encerrou próxima da estabilidade, em avanço de 0,05%, aos 167.927 pontos. A valorização do petróleo beneficiou as ações da Petrobras, cuja alta ajudou a limitar as perdas do índice.

Analistas repercutiram a nova escalada do conflito entre Washington e Teerã. Na quarta-feira (19), o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, afirmou que vai conduzir uma “guerra econômica sem precedentes” contra o Irã e ameaçou países que oferecessem apoio financeiro ao regime iraniano.

Em resposta, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o plano tem como objetivo “distrair da própria crise dos Estados Unidos”. O Irã também avaliou atacar alvos militares americanos na Europa caso Trump intensifique a guerra, segundo pessoas próximas ao regime.

Além disso, nesta sexta-feira (21), o Irã afirmou que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos Estados Unidos seria “devastadora”, após Washington prometer impor as sanções financeiras “mais severas da história” com o objetivo de derrubar o regime iraniano.

As declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foram feitas na quinta-feira (20), após Trump anunciar a guerra econômica e ameaçar países que oferecessem qualquer tipo de apoio financeiro ao Irã. Bessent disse que os detalhes das medidas serão apresentados na segunda-feira (24).

O estreito de Hormuz permanece fechado, enquanto Teerã exige que os Estados Unidos cumpram condições de um acordo provisório firmado em junho.

Entre as exigências estão o fim do bloqueio aos portos iranianos, a suspensão das sanções sobre o petróleo, a liberação de ativos congelados e a interrupção de ameaças e operações militares americanas.

Antes da guerra, o estreito de Hormuz era responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Com a interrupção da rota, investidores voltam a temer um choque de oferta de energia. A perspectiva aumenta a cautela nos mercados e pode pressionar a inflação global.

Com o cenário indefinido, o barril de petróleo voltou a subir. Por volta das 10h45, o Brent, referência mundial da commodity, avançava 0,22%, a US$ 93,95.

Os investidores também continuaram reagindo ao anúncio do Tesouro dos EUA de aumentar o volume de recompra de títulos de longo prazo. A medida reduziu os rendimentos dos Treasuries e favoreceu a busca por ativos de mercados emergentes.

O órgão informou que elevará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões o volume das operações de recompra de títulos com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos.

O anúncio ocorreu após o rendimento dos títulos de 30 anos chegar a quase 5,34% na terça-feira (18), o maior nível desde 2007. Quando os rendimentos sobem, os preços dos títulos caem, elevando o custo de financiamento de longo prazo para o governo e servindo de referência para outras modalidades de crédito, como financiamentos imobiliários.

A alta dos juros longos também reflete preocupações dos investidores com a trajetória fiscal americana. A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez na história.

A decisão do Tesouro dos EUA teve impacto nos mercados. Os rendimentos dos títulos americanos de 10 anos e 30 anos caíram. No Brasil, os juros futuros também recuaram.

Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, diz que, apesar do anúncio, o impacto sobre os juros foi limitado. O Treasury de 10 anos recua levemente e negocia próximo de 4,69%, ainda em patamares próximos aos observados nos últimos dias, quando chegou a operar na faixa de 4,74% a 4,75%.

Em Wall Street, as Bolsas americanas avançavam nesta sexta-feira. O S&P 500 subia 0,35%, o Dow Jones tinha alta de 0,60% e o Nasdaq avançava 0,22%.

De acordo com Bruno, o movimento representa uma recuperação após uma sessão negativa na quinta-feira, quando os principais índices americanos registraram quedas entre 0,9% e 1,3%.

Segundo o especialista, com uma agenda econômica mais esvaziada nesta sexta-feira, os investidores já começam a direcionar a atenção para a próxima semana, que deve trazer eventos mais relevantes. O principal destaque será o simpósio de Jackson Hole, onde o mercado acompanhará as sinalizações do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano)sobre os próximos passos da política monetária.

“Em resumo, o mercado encerra a semana em compasso de espera, com os investidores monitorando os próximos sinais sobre juros, política monetária americana e os resultados corporativos que devem movimentar a próxima semana”, diz

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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