Defesa da suspeita investigada afirma que ela se entregou espontaneamente e anuncia habeas corpus
A mulher investigada por supostos golpes contra empresas e pessoas físicas se apresentou espontaneamente à Delegacia de Polícia de Sorriso nesta sexta-feira (28). Segundo o advogado de defesa,William Puhl, desde a quarta-feira (27) havia contato com a suspeita e tratativas com a Polícia Civil para que ela se entregasse de forma voluntária.
De acordo com o advogado, a defesa tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e, posteriormente, também foi procurada pela polícia, que já tinha conhecimento de que ele representava a investigada.
“Desde ontem, estou em contato com ela. Nós tomamos conhecimento através da imprensa e também a polícia entrou em contato, sabendo já que eu representava ela, perguntando se ela tinha interesse de se entregar, se apresentar”, relatou.
O advogado afirmou que conversou com o delegado responsável pela investigação e com o escrivão sobre a intenção da mulher de se apresentar espontaneamente. Segundo ele, a decisão acabou sendo concretizada nesta sexta-feira.
“Ela esteve no escritório, conforme o delegado conversou aqui para a imprensa, nós conversamos. Ela desejava se entregar a todo momento. Então, nós viemos para a delegacia, ela se apresentou de forma espontânea aqui”, explicou.
Defesa contesta prisão preventiva
Após a apresentação da investigada, a defesa afirmou que pretende questionar judicialmente a prisão preventiva. Segundo o advogado, não estariam presentes, na avaliação da defesa, os requisitos necessários para a manutenção da medida.
Ele argumentou que a mulher não trabalha mais no local onde, supostamente, teriam ocorrido os fatos investigados e, por isso, não teria condições de interferir na apuração. Também afirmou que ela não representaria perigo à sociedade e possui um filho menor de 12 anos.
“A defesa entende que não estão presentes os requisitos da prisão preventiva, nesse momento, pelo menos, uma vez que ela não trabalha mais no local onde, supostamente, teriam acontecido esses fatos que estão sendo investigados”, declarou.
O advogado também destacou que, antes mesmo da prisão, a defesa havia comunicado que a investigada estava à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“Ela estava à disposição também da autoridade policial para esclarecer os fatos. Porém, mesmo assim, houve a representação da prisão preventiva”, afirmou.
Diante da decisão judicial, a defesa informou que irá ingressar com um habeas corpus em favor da investigada e aguardar o andamento do procedimento.
Advogado não confirma possível distúrbio
Durante a entrevista, o advogado também foi questionado sobre a possibilidade de a investigada possuir algum tipo de distúrbio e se ela teria relatado alguma justificativa para os fatos investigados.
O defensor afirmou que não teve esse tipo de conversa com a cliente e ressaltou que eventual condição de saúde deveria ser analisada por um profissional habilitado.
“Não, ser bem sincero, não tive essa conversa com ela. Algo nesse sentido teria que ser avaliado por um médico perito, nesse caso”, respondeu.
A mulher permanece à disposição das autoridades enquanto a defesa busca reverter a prisão preventiva por meio de habeas corpus. As circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas aos fatos ainda são objeto de investigação.




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