Da censura às urnas: moradores de MT que viveram a ditadura relatam que só conseguiram votar para presidente pela 1ª vez após os 27 anos

O voto direto para presidente da República ficou suspenso durante os 21 anos da ditadura militar, iniciada em 1964. Em Mato Grosso, eleitores que viveram aquele período contam como a restrição das liberdades políticas influenciou a relação deles com as urnas e por que continuam fazendo questão de votar.

🔍 Neste domingo (25), cerca de 2,6 milhões de eleitores de Mato Grosso estão aptos a votar para presidente da República, em uma disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula.

Para quem hoje utiliza a urna eletrônica com biometria ou o título de eleitor digital, o direito de escolher o presidente pode parecer natural. No entanto, a retomada das eleições diretas foi resultado de um processo de mobilização popular pela redemocratização do país.

Histórico das eleições no Brasil

Período Executivo Federal (Presidente) Executivo Estadual (Governador) Legislativo (Senado e Câmara)
1932 – 1962 Eleição direta Votação direta Votação direta
1964 – 1985 Eleição indireta Alternou entre direta e indireta Manteve fases de votação direta
1989 – Atualidade Eleição direta e periódica Eleição direta Eleição direta

🔍 As eleições diretas ocorrem quando os próprios cidadãos vão às urnas para escolher diretamente seus representantes e governantes por meio do voto individual e secreto. Já nas eleições indiretas, a população elege representantes (como deputados e senadores) que compõem um órgão colegiado, como o Congresso Nacional ou um Colégio Eleitoral, para escolherem quem ocupará o cargo.

Para alguns eleitores ouvidos pelo g1, o voto já não é obrigatório, pois a participação nas eleições se torna facultativa a partir dos 70 anos. Mesmo assim, eles fazem questão de ir às urnas e participar da escolha de quem vai governar o país pelos próximos quatro anos.

A cineasta Maria de Fátima Rodrigues, de 71 anos, o médico-veterinário Marco Assumpção, de 70, e o jornalista e professor Edson Spenthof, de 64, têm trajetórias diferentes, mas compartilham a percepção de que o direito ao voto precisa ser preservado. As experiências que viveram durante a ditadura e a redemocratização influenciam a forma como enxergam a participação política atualmente.

“Quando nós colocamos as pessoas lá por intermédio do voto, nós temos essa responsabilidade, assim como a de cobrar essas pessoas. Somente com o voto a gente vai aprender a escolher e a trocar aquilo que não funcionar. Foi a maior forma de liberdade que as mulheres já conquistaram: poder influenciar nas questões de política social”, avalia Maria de Fátima.

 

Marco Assumpção votou pela primeira vez para presidente aos 33 anos, em 1989. Para ele, deixar de participar das eleições não contribui para as mudanças que a sociedade precisa.

“O ato de votar é o mais importante de todos, é o nosso futuro. Anular o voto é a pior coisa que se pode fazer. Eu tenho 70 anos e vou votar até quando puder, sem cabresto e pensando numa sociedade melhor”, afirma Marco.

 

Edson Spenthof também considera o voto essencial para a democracia, mas ressalta que a participação política não se limita às eleições.

“Ainda voto e vou fazer isso até perder a lucidez. Ao contrário do que diz o senso comum, o voto não é a política, pois política se faz todos os dias. Mas se, por um lado, a democracia não se resume ao direito ao voto, por outro, sem direito a voto simplesmente não há democracia e não há direitos fundamentais”, pontua.

 

Da influência familiar ao pioneirismo feminino

 

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Maria de Fátima Rodrigues, 71 anos, votou diretamente para presidente aos 35 anos. — Foto: Reprodução

 

Aos 35 anos, Maria de Fátima Rodrigues votou pela primeira vez para presidente da República, em 1989, na primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar. Hoje, aos 71 anos, a cineasta e pesquisadora relembra a trajetória de mulheres que, por muito tempo, tiveram suas escolhas políticas influenciadas pelos maridos e conquistaram maior autonomia nas urnas.

Por G1 MT

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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