Certificação de armazéns deixa de ser obrigatória após nova lei; veja o que muda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.429/2026, que transforma em facultativa a certificação das unidades armazenadoras de produtos agropecuários em todo o país. A mudança integra a estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para reduzir burocracias, incentivar investimentos e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Com a nova legislação, os empreendimentos deixam de ser obrigados a obter a certificação, ainda que o mecanismo continue disponível para aqueles que desejarem comprovar o cumprimento de requisitos técnicos, operacionais e documentais sobre as atividades de recepção, armazenagem, conservação e expedição de produtos agropecuários.

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Os armazéns são elementos essenciais no processo de escoamento da produção agrícola brasileira. – Foto: Reprodução

A alteração ocorre em um momento em que o país enfrenta um déficit significativo de capacidade de estocagem da produção agrícola. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, nos últimos dez anos, a produção de grãos avançou, em média, 6,72% ao ano, enquanto a capacidade de armazenamento cresceu apenas 2,38% no mesmo período.

Atualmente, o Brasil possui estrutura para armazenar entre 60% e 63% da produção anual de grãos, acumulando um déficit superior a 130 milhões de toneladas.

A expectativa do governo é que a flexibilização das regras facilite a construção de novas unidades armazenadoras, contribuindo para reduzir perdas pós-colheita e fortalecer a logística do agronegócio.

Redução de custos

Outro efeito esperado é a diminuição dos custos operacionais para o setor. Até então, a certificação obrigatória precisava ser realizada por organismos privados acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), gerando despesas adicionais para parte dos empreendimentos.

Com a adesão voluntária, produtores, cooperativas e empresas poderão avaliar a necessidade da certificação de acordo com suas estratégias comerciais e exigências de clientes e mercados específicos.

Atualmente, apenas 17,6% dos armazéns brasileiros possuem certificação, índice que, segundo o governo, demonstra que outros mecanismos já garantem elevados padrões de operação e qualidade.

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A nova lei busca reduzir a burocracia para construção de novos espaços. – Foto: Reprodução

Fiscalização e exportações seguem inalteradas

O Ministério afirmou ainda que a nova legislação não modifica os sistemas de controle sanitário nem os procedimentos de fiscalização utilizados para os produtos agropecuários armazenados.

A mudança também não deve afetar as exportações brasileiras. As exigências sanitárias e fitossanitárias de mercados como a União Europeia e a China permanecem sendo atendidas por mecanismos independentes da certificação dos armazéns, como o Certificado Fitossanitário emitido pelo Mapa, laudos para organismos geneticamente modificados (OGM) e análises de Limites Máximos de Resíduos (LMR).

Com a sanção da Lei nº 15.429/2026, o governo federal aposta na modernização do ambiente regulatório para estimular investimentos em infraestrutura, ampliar a capacidade de armazenagem e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

Por Primeira Página

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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