Buzetti vê empresários sendo esmagados pela China e pede saída de Lula da presidência
A empresária e candidata ao Senado, Margareth Buzetti (PP), passou por sabatina nesta quarta-feira (9), com representantes da Fiemt, Fecomércio e Famato, responsáveis pela Aliança do Setor Produtivo. No evento, ela falou sobre Simples Nacional, universalização de energia, ambiente econômico, rastreabilidade da produção agropecuária e proteção de dados dos produtores. Buzetti ainda ainda mirou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontando o petista como um dos principais entraves do crescimento do Brasil.
Ao ser questionada sobre o Ambiente Econômico do país, com uma pergunta direcionada a quais políticas nacionais defenderá para estimular a industrialização de Mato Grosso, Buzetti considerou uma extorsão a atual carga tributária do país. Ela pontuou que a China tem esmagado os empresários e, ao fazer o recorte para o seu setor, de pneus, alegou que a qualidade é baixa e gera riscos ao consumidores. Assim, defendeu que o presidente Lula não pode ser reeleito, por entender que ele não pode se colocar mais como “salvador” depois de 20 anos de governo: “Vamos tirar esse cara [Lula] que tá lá, é a melhor coisa para a indústria e para o país”. A empresária ainda criticou a insegurança na Suprema Corte.
A suplente de senadora expôs intenção de ampliar o teto de faturamento do Simples Nacional, que hoje é de R$ 4,8 milhões por ano, e expôs preocupação com a reforma tributária que ainda aponta para um cenário incerto. Ela ainda sustentou que o Ministério da Agricultura deve ter um ministro indepedendente, sem viés político ou ligado a empresários, cenário considerado difícil, quando questionada sobre a possibilidade de aprimoramento da rastreabilidade da produção agrocupecuária sem aumento de custo, bem como a proteção de dados de produtores.
Sobre o seu compromisso para ampliar os recursos federais para a universalização de energia para um estado de grande extensão e baixa densidade populacional, para atender serviços de médio e grande porte, a candidata destacou que que o cuidado e atenção devem estar na rede de distribuição e defendeu a democratização com repasse de recursos de outros estados, como São Paulo, que já foi contemplada com financiamento nacional.
A organização disponibilizou 3 minutos para os candidatos se apresentarem, seguido de 6 perguntas, sendo duas de cada entidade: Fiemt, Fecomércio e Famato, responsáveis pela Aliança do Setor Produtivo.
Aliança do Setor Produtivo
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, defendeu que os candidatos ao Senado possuem alta responsabilidade não só com o estado, mas com todo o país, diante das atribuições constitucionais. “Fazemos isso em um momento particularmente importante para país. O Senado tem papel fundamental nas decisões nacionais, por ele passam reformas e mudanças na legislação, mas também há atribuições para o equilíbrio entre poderes e a preservação das instituilçoes. As sucessivas crises em Brasília e os episodios recentes envolvendo a Suprema Corte aumentam a preocupação com a credibilidade das instituições brasileiras. Esperamos dos futuros senadores independência e responsabilidade para excercer plenamente suas atribuições constitucionais”, disse.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Tião da Zaeli, criticou a alta da taxa impostos, o avanço do mercado digital e formulou questionamentos ao fim da escala 6×1 e a reforma tributária. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, também valorizou o evento.
Por RD News





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