Brasil atinge 70,4% de cobertura de esgoto, mas desigualdade regional persiste

O Brasil alcançou 70,4% de cobertura de esgotamento sanitário em 2024, segundo dados da plataforma Brasil em Mapas, representando um avanço expressivo em relação a 1970, quando apenas 12,3% da população tinha acesso ao serviço adequado. Apesar da evolução ao longo de mais de cinco décadas, a universalização do saneamento básico ainda está distante e marcada por fortes desigualdades regionais.

O crescimento de quase 60 pontos percentuais no período evidencia uma expansão contínua da infraestrutura, mas em ritmo considerado insuficiente para as metas estabelecidas para os próximos anos. Hoje, a diferença entre regiões expõe um país ainda dividido no acesso a serviços essenciais de saúde pública.

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Enquanto a região Sudeste registra cerca de 90% de cobertura, o Norte permanece com aproximadamente 31%, revelando um dos maiores desafios estruturais do setor. O contraste também aparece no ranking estadual, onde São Paulo lidera com 94,1%, seguido pelo Distrito Federal com 91,1% e Minas Gerais com 84,6%.

Na outra ponta, estados como Piauí (13,5%), Amapá (17,8%) e Pará (19,3%) apresentam índices críticos, segundo a base do Brasil em Mapas, evidenciando o atraso histórico na oferta do serviço.

As desigualdades também se refletem dentro das próprias capitais. Enquanto cidades como São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte superam 98% de cobertura, outras capitais do Norte e Nordeste ainda apresentam índices inferiores a 45%, reforçando o abismo entre centros urbanos mais estruturados e regiões com menor investimento em infraestrutura.

Apesar do avanço geral, o ritmo recente preocupa. Em 2024, o crescimento foi de apenas 0,9 ponto percentual. Para atingir a meta de 90% de cobertura até 2033, o país precisaria acelerar significativamente sua expansão, quase dobrando a taxa média anual atual.

Alguns estados, no entanto, têm mostrado avanços mais acelerados nos últimos anos, como Amazonas, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul, com crescimento superior a 6 pontos percentuais desde 2022. Em contrapartida, estados como Rondônia, Piauí e Pernambuco registraram estagnação ou retração nos índices.

A trajetória do saneamento no Brasil acompanha diferentes fases econômicas e políticas. Em 1985, durante o fim do regime militar, o país tinha cerca de 25% de cobertura. O avanço mais significativo ocorreu entre 2000 e 2010, quando o índice saltou de 53,2% para 62,5%, impulsionado por investimentos públicos no setor.

Após 2015, no entanto, o ritmo desacelerou, refletindo a crise econômica e a instabilidade política do período, com o país permanecendo por anos na faixa dos 65% de cobertura.

Mesmo com a recuperação recente, especialistas apontam que o Brasil ainda está atrás de países como Chile, com cerca de 96%, e Argentina, com aproximadamente 88%, no acesso ao esgotamento sanitário.

Para cumprir a meta de universalização até 2033, estimativas indicam a necessidade de investimentos anuais entre R$ 40 e R$ 50 bilhões, praticamente o dobro do volume atual aplicado no setor.

O cenário reforça que, apesar dos avanços, o saneamento básico segue como um dos principais desafios estruturais do país, refletindo desigualdades históricas que ainda impactam diretamente a qualidade de vida da população, conforme dados do Brasil em Mapas.

Por Rbt News

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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