Bancada federal de Mato Grosso vota unida pelo fim da escala 6×1
A bancada federal de Mato Grosso votou de forma unânime favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. Os oito deputados federais do Estado apoiaram a medida, que ganhou repercussão nacional ao propor mudanças na jornada semanal de trabalhadores de diversos setores.

Votaram “sim” à proposta os deputados Coronel Assis, Coronel Fernanda, Emanuel Pinheiro Neto, Fábio Garcia, José Medeiros, Juarez Costa, Nelson Barbudo e Rodrigo da Zaeli.
A PEC busca alterar o modelo tradicional adotado principalmente no comércio e na prestação de serviços, onde muitos trabalhadores atuam durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso semanal. O objetivo é discutir jornadas mais equilibradas e ampliar o tempo de descanso dos profissionais.
O debate sobre o tema tem mobilizado trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em todo o país. Nas redes sociais, a pauta ganhou força nos últimos meses com relatos sobre desgaste físico, problemas de saúde mental e dificuldades de convivência familiar enfrentadas por quem atua no regime 6×1.
Defensores da proposta afirmam que a mudança pode proporcionar melhor qualidade de vida, aumento da produtividade e redução de doenças relacionadas ao excesso de trabalho. Também argumentam que jornadas menos exaustivas podem fortalecer o convívio familiar e o bem-estar dos trabalhadores.
Por outro lado, representantes do setor empresarial demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos. Entre os principais pontos levantados estão o aumento de custos operacionais, necessidade de novas contratações e dificuldades de adaptação em setores que dependem de funcionamento contínuo.
A votação da bancada mato-grossense chamou atenção por reunir parlamentares de diferentes correntes políticas em torno da mesma pauta, incluindo deputados alinhados à direita, ao centro e também integrantes de grupos de oposição ao governo federal.
A PEC ainda seguirá em tramitação no Congresso Nacional e precisará passar por novas etapas de discussão e votação antes de uma eventual aprovação definitiva.
Por Rbt News




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