Abilio minimiza atrito entre Flávio e Michelle, chama Lula de “mala” e diz que direita não votará no PT por “discussãozinha”
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou os impactos políticos do desentendimento público entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Questionado se a crise interna poderia enfraquecer candidaturas da direita e beneficiar o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio tratou o episódio como parte da rotina partidária.
De acordo com ele, o eleitorado conservador possui convicções consolidadas e não deve alterar sua intenção de voto.
“Discussões acontecem, mas isso não vai interferir em nada. As discussões que teve da direita são discussões naturais. São partidos, são grupos, são pensamentos políticos e ideologias que são às vezes entram em contrassenso, mas é tudo normal e a direita está decidida, unida. A direita não vai mudar de opinião, a direita não vai votar num mala como o que está aí no poder em detrimento a escolher o Flávio Bolsonaro por qualquer discussãozinha que tenha tido“.
Michelle Bolsonaro usou suas redes sociais em 24 de junho para expor, em detalhes, uma crise profunda que divide os bastidores da família e do partido. Em dois vídeos publicados, Michelle afirmou ter sido maltratada e humilhada pelo senador e enteado Flávio Bolsonaro. Segundo o relato, ambos cortaram relações e não se falam desde o fim de 2025.
O estopim do conflito foi a negociação de palanques eleitorais liderada pela Executiva do PL no Ceará. O partido tentou costurar uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), atual líder nas pesquisas ao governo cearense com 41% das intenções de voto, segundo a Quaest, visando garantir o apoio do tucano à candidatura presidencial de Flávio no estado.
Por Repórter MT





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