Abilio afirma que empresa que cobrava pagamento por caminhão de livros sem contrato sumiu após pressão à prefeitura
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que a empresa que estaria pressionando a administração municipal a receber e efetuar o pagamento de um lote de materiais didáticos sem respaldo contratual deixou de manter contato com a prefeitura após o caso ganhar repercussão e ser levado ao conhecimento do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).
Segundo o gestor, a empresa demonstrava insistência para que os livros fossem oficialmente recebidos pelo município, mesmo sem a existência de contrato ou ordem formal de aquisição. No entanto, após as denúncias e a fiscalização realizada pelos órgãos de controle, os representantes da fornecedora não voltaram a procurar a Secretaria Municipal de Educação.
Abilio citou a empresa NeuroSaber como responsável pelas tentativas de entrega do material e afirmou que a situação passou a ser analisada pelas autoridades competentes. De acordo com ele, a mudança de postura ocorreu logo após o início das apurações envolvendo a aquisição dos livros.
A polêmica teve início após a identificação de um carregamento de materiais didáticos que teria sido destinado à rede municipal sem documentação contratual válida. Conforme informações da prefeitura, o município não reconhece a obrigação de pagamento dos produtos por não haver processo regular que comprove a compra.
Durante auditorias internas realizadas na Secretaria Municipal de Educação, a administração identificou que os materiais estavam armazenados em um galpão particular. A prefeitura também apura as circunstâncias que levaram à entrega dos livros e busca esclarecer quem autorizou as tratativas relacionadas ao material.
A empresa envolvida sustenta que possui registros de conversas e comunicações eletrônicas que indicariam negociações anteriores para fornecimento dos produtos. Essas informações também deverão ser analisadas pelos órgãos responsáveis pelas investigações.
Além da controvérsia envolvendo os livros, o prefeito afirmou que as apurações fazem parte de uma investigação mais ampla sobre contratos firmados pela Secretaria de Educação em gestões anteriores. Segundo ele, auditorias identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas relacionadas à aquisição de materiais didáticos.
O caso chamou a atenção do Tribunal de Contas de Mato Grosso, que determinou o aprofundamento das análises sobre contratos e despesas da pasta. Os materiais permanecem sob fiscalização enquanto os órgãos de controle verificam a regularidade dos procedimentos adotados.
Entre os pontos investigados estão a origem dos livros, os critérios utilizados para a aquisição e a qualidade do conteúdo fornecido às escolas municipais. A prefeitura sustenta que continuará colaborando com as investigações para esclarecer todos os fatos relacionados ao caso.
Por Rbt News





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