Trump diz que guerra no Irã vai terminar ‘bem rápido’, mas que EUA ainda não ‘venceram o bastante’

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O presidente Donald Trump gesticula durante discurso na Flórida – Roberto Schmidt – 9.mar.26/Getty Images via AFP 

 

O presidente dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra no Irã vai “acabar bem rápido”, nove dias após os primeiros ataques contra a República Islâmica. O conflito foi ampliado pela reação de Teerã aos ataques iniciais de Washington e de Israel, com bombardeios a outros países na região.

“Já vencemos de muitas formas, mas ainda não vencemos o bastante. Seguimos em frente, mais determinados do que nunca a alcançar a vitória definitiva que encerrará esse perigo de longa data de uma vez por todas”, disse Trump, em evento com republicanos na Flórida.

“Em uma semana eles iriam nos atacar, com 100% de certeza. Eles estavam prontos. Tinham todos esses mísseis, muito mais do que qualquer um imaginava, e iam nos atacar, mas também iam atacar todo o Oriente Médio e Israel”, afirmou o presidente americano, novamente justificando a ação contra a República Islâmica como um ataque defensivo.

Mais tarde, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que ela decidirá quando a guerra deve acabar. “Nós é que determinaremos o fim da guerra”, declarou em comunicado. “As circunstâncias e o futuro da região estão agora nas mãos de nossas Forças Armadas; as forças americanas não acabarão com a guerra”, acrescentou.

A reação iraniana mira principalmente países com bases americanas no Oriente Médio. Neste domingo (8), o regime escolheu seu novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no começo das ações americanas e israelenses.

Teerã lançou sua primeira salva de novos ataques, agora sob Mojtaba, ainda no domingo, e atingiu a instalação de petróleo Al Ma’ameer, no Bahrein. A Turquia também disse ter interceptado um míssil nos últimos dias —o líder turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que violações do espaço aéreo de Ancara são injustificáveis.

Em meio ao bloqueio do estreito de Hormuz, fundamental para o mercado de energia global, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que países árabes e europeus que expulsarem embaixadores dos EUA e Israel de seus territórios teriam liberdade para passar pela via marítima.

Em entrevista coletiva na Flórida, Trump afirmou que, se necessário, os EUA farão escolta de navios no estreito de Hormuz e atingirão o Irã “muito, muito mais forte”, se o bloqueio da passagem de combustíveis continuar.

Mais cedo, segundo a correspondente da rede CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, o presidente americano já havia dito acreditar que a guerra contra o Irã estava “praticamente concluída” e que Washington estava “muito à frente” de sua estimativa inicial de 4 a 5 semanas para o fim do conflito.

“Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse Trump, segundo Jiang, em rápida entrevista por telefone.

Sobre o novo líder supremo iraniano, Trump disse mais cedo à CBS News que não tinha “nenhuma mensagem para ele” e afirmou que cogita uma pessoa para substituir Mojtaba, mas não deu mais detalhes. Mais cedo ele havia dito não estar contente com a escolha, que classificou como um “grande erro”.

Mojtaba, 56, é um clérigo linha-dura que operava nos bastidores do poder enquanto seu pai controlava o regime. Sua eleição pela Assembleia de Especialistas, composta por clérigos xiitas, indica continuidade na República Islâmica, ainda que agora com maior força da Guarda Revolucionária, próxima de Mojtaba.

Isso também indica que Teerã tenta passar a mensagem de que os ataques de Washington e Tel Aviv, até o momento, não foram suficientes para desmantelar o regime. Trump evita descartar o envio de tropas ao Irã, embora a medida tenha um alto custo político em importante ano de eleições legislativas nos EUA.

Um dos sujeitos ocultos do conflito, a Rússia declarou “apoio inabalável” ao Irã após a escolha de Mojtaba para liderar o país.

“Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos”, disse o presidente russo, Vladimir Putin, acrescentando que seu país tem sido e continuará sendo “um parceiro confiável” da República Islâmica.

“Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação”, afirmou Putin.

Apesar da proximidade entre Rússia e Irã, Moscou não saiu em defesa de Teerã após o início dos ataques. Inicialmente, apenas condenou o que chamou de “passo inconsequente” dos EUA e de Israel que “não deixa dúvidas de que é um deliberado, premeditado e não provocado ato de agressão contra um membro da ONU soberano e independente”.

De acordo com o Kremlin, o presidente russo conversou por telefone com Trump durante uma hora nesta segunda. Putin teria feito propostas para encerrar a guerra no Irã rapidamente, ainda segundo o Kremlin. Trump, mais tarde, afirmou que o presidente russo quer “ser construtivo” na discussão sobre o conflito.

Os dois também discutiram a guerra na Ucrânia e o cenário global do petróleo, ainda segundo o Kremlin. O preço do barril despencou para menos de US$ 90 após as declarações de Trump sobre um fim rápido do conflito —depois de haver aumentado quase 30%, a maior variação diária desde 1988, e se aproximado de US$ 120

Questionado sobre a afirmação que tem feito repetidamente de que o Irã é o responsável pelo bombardeio de uma escola primária em Minab, no sul do país, Trump afirmou que não sabe o suficiente sobre o assunto. O ataque matou quase 200 pessoas, muitas delas crianças.

“Me disseram que está sob investigação”, afirmou, completando que outros países têm acesso a mísseis Tomahawk —embora o Irã não seja um deles. “Mas o que quer que esteja nesse relatório [de investigação], eu consigo viver com isso.”

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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