‘Tínhamos que fazer sexo, querendo ou não’, diz brasileira que relata ter sido abusada por Epstein e foi peça-chave em julgamento

“A casa dele era uma porta giratória de meninas. Toda hora entrava e saía alguém”.

Marina Lacerda, a brasileira que afirmou na quarta-feira (3) ter sido uma das vítimas abusadas pelo empresário Jeffrey Epstein, nos Estados Unidos, deu detalhes sobre os anos em que, segundo ela, fez parte de uma rede de meninas forçadas a encontros sexuais com o empresário.

Em entrevista à rede norte-americana ABC News, Lacerda disse que Epstein abusava de “até dez mulheres por dia”. Na ocasião, segundo a brasileira, ela tinha apenas 14 anos.

“A casa dele era uma porta giratória. Sempre tinha garotas. Se ele estava em Nova York, passava uma semana inteira com o máximo de garotas possível. Eu diria que ele tinha encontros com umas cinco a oito mulheres, talvez até mais, talvez até dez mulheres por dia”, relatou a brasileira.

À ABC, ela disse que foi chamada para fazer massagens, mas terminou envolvida em uma rede de abuso de menores.

“Eu não esperava o que aconteceria naquele dia (…), porque com Jeffrey Epstein, tínhamos que fazer sexo, querendo ou não”.

 

  • 🔍 Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual e morto na cadeia em 2019, tinha relações com figuras influentes, entre elas Donald Trump.
  • 🔍 A ligação virou tema sensível para o governo dos EUA após o nome do presidente aparecer em documentos do caso. Trump nega envolvimento e diz ter rompido com Epstein em 2004.

    Marina Lacerda foi peça-chave para o julgamento de Epstein, que acabou condenado por tráfico sexual em 2019.

    Segundo a ABC News, as evidências fornecidas por Lacerda à época das investigações deram aos promotores do caso “evidências essenciais” que levaram à acusação e posterior condenação do empresárioNa entrevista à rede norte-americana, a brasileira afirmou que passou a integrar uma rede de meninas recrutadas em Nova York e forçadas a encontros sexuais com o empresário.

    Em determinado momento, Marina disse ter acreditado que poderia receber uma proposta de emprego de Epstein que poderia mudar a vida dela e da família para melhor.

    “Eu pensava que, se eu apenas jogasse o jogo, não seria mais só essa imigrante do Brasil, e teria algo a esperar do futuro”, contou.

    Segundo ela, os abusos duraram três anos. Marina relatou que, aos 17 anos, o bilionário começou a perder o interesse por ela por ficar “velha demais”.

    Na quarta-feira, em discurso em um ato na frente do Congresso, Marina Lacerda afirmou que os abusos aconteceram quando ela tinha apenas 14 anos.

    Marina, hoje com 37 anos, participou de uma coletiva de imprensa na quarta-feira (3) para pedir que o Congresso dos EUA aprove uma lei que obrigue a divulgação de todos os documentos da investigação sobre o caso. (Veja detalhes sobre os crimes mais abaixo).

    A brasileira afirmou que conheceu Epstein em 2002, e que, à época, havia acabado de se mudar para os EUA com a mãe e a irmã. As três dividiam um quarto no bairro do Queens, em Nova York.

    Marina disse ainda que trabalhava em três empregos para tentar sustentar a família. Foi neste momento que apareceu a oportunidade de conhecer Epstein, apresentada como uma proposta de trabalho.

    “Uma amiga minha do bairro me disse que eu poderia ganhar US$ 300 para dar uma massagem em um cara mais velho”, contou. “Isso passou de um emprego dos sonhos para o pior pesadelo.”

     

    A brasileira contou também que chegou a ser procurada pelo FBI em 2008, mas não foi ouvida pela Justiça porque Epstein havia assinado um acordo judicial. Ela só pôde depor sobre o caso 11 anos depois, quando a investigação foi reaberta.

    “Como imigrante do Brasil, eu me sinto fortalecida em saber que a garotinha que lutava para sobreviver aos 14 e 15 anos finalmente tem uma voz”, disse nesta quarta-feira.

     

    A coletiva de imprensa da qual Marina participou foi organizada pelos deputados Thomas Massie, republicano, e Ro Khanna, democrata. Mesmo sendo de partidos opostos, ambos tentam pautar no Congresso a votação de um projeto sobre arquivos da investigação.

    A proposta em questão visa a divulgação de todos os documentos sigilosos, incluindo os que estão sob posse do FBI e dos escritórios de procuradores dos EUA.

    Por G1 MT

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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