“Se eu me pintar, viro negra?”: fala de Fabiana Bolsonaro sobre Erika Hilton gera revolta e acusações de racismo
A deputada federal Fabiana Bolsonaro gerou forte repercussão nas redes sociais após publicar um vídeo em que aparece com o rosto coberto por uma base de tom escuro. Na gravação, a parlamentar questiona se, ao se pintar, se tornaria uma pessoa negra, fazendo comparação com a deputada Erika Hilton.
No conteúdo, Fabiana também faz referência a críticas direcionadas anteriormente a Erika Hilton, citando o episódio em que a parlamentar esteve no centro de uma polêmica após ser escolhida para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. À época, a decisão foi questionada por algumas pessoas, incluindo o apresentador Ratinho, que colocou em dúvida sua representatividade no cargo, o que gerou reação da deputada e motivou um pedido de investigação no Ministério Público.
O vídeo foi amplamente criticado por internautas, especialistas e representantes de movimentos sociais, que classificaram a atitude como ofensiva e associada à prática de blackface, considerada racista por reforçar estereótipos históricos e desrespeitar a população negra.
Entidades ligadas à promoção da igualdade racial destacaram que a identidade racial não se resume à aparência estética, mas envolve fatores históricos, culturais e sociais. Para esses grupos, a comparação feita no vídeo desconsidera a vivência e a trajetória de pessoas negras no Brasil.
As manifestações desse tipo podem, em tese, ser enquadradas na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, dependendo da análise do caso concreto.
A repercussão ocorre em meio a debates mais amplos sobre racismo estrutural e representatividade no país, especialmente no ambiente político. Até o momento, não houve confirmação de eventuais medidas formais relacionadas ao caso.
Já Erika Hilton não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio até a última atualização desta matéria.
Por Rbt News




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