Réu por contrabando de agrotóxicos tenta acordo, mas leva veto do MPF

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O Ministério Público Federal (MPF) barrou a tentativa de M.S., acusado de contrabando e posse ilegal de agrotóxicos, de firmar um acordo de não persecução penal (ANPP). O caso envolve uma das maiores investigações sobre tráfico de defensivos agrícolas no país, a Operação Ruta Negra, que desmantelou uma quadrilha especializada na importação clandestina de agrotóxicos.

A negativa do MPF foi formalizada nesta quarta-feira (21). Segundo o órgão, durante uma operação realizada em agosto de 2021, na cidade de Lucas do Rio Verde (MT), agentes apreenderam aproximadamente 344 quilos de agrotóxicos de origem estrangeira, sem qualquer registro no Ministério da Agricultura (Mapa) — produto altamente tóxico e com risco para saúde pública e meio ambiente.

O acusado responde por crime ambiental, contrabando e participação em organização criminosa. Embora tenha sido absolvido em uma das ações por contrabando, o MPF recorreu da decisão, mantendo a possibilidade de reversão da sentença.

Por que o MPF negou o acordo?
De acordo com o parecer assinado pelo procurador da República Aurélio Virgílio Veiga Rios, o réu não preenche os critérios necessários para o benefício.

Entre os motivos estão:

A gravidade dos crimes;

A existência de antecedentes criminais;

E a possibilidade de que a absolvição em outro processo seja revertida, o que agravaria ainda mais sua situação.

O procurador destacou ainda que o ANPP não é um direito automático do réu, mas uma opção do Ministério Público, que deve considerar o histórico e o grau de periculosidade do acusado.

“Se a decisão de absolvição for revertida, ficará ainda mais evidente o histórico de reincidência, incompatível com os objetivos do acordo penal”, pontuou no despacho.

O que foi a Operação Ruta Negra?
Deflagrada pela Justiça Federal do Paraná, a operação revelou uma rede criminosa que atuava no contrabando de defensivos agrícolas ilegais, muitos vindos do exterior, sem qualquer controle sanitário. A quadrilha operava em Mato Grosso e outros estados, colocando em risco a saúde de consumidores e causando danos ambientais.

O caso segue tramitando na Justiça e, com o veto ao acordo, o réu deve enfrentar julgamento pelos crimes apontados.

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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