Por que PCC e CV viraram preocupação para reunião entre Lula e Trump

Após entrarem na mira do governo dos Estados Unidos, as duas maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), viraram motivo de preocupação para a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O governo brasileiro está com o sinal de alerta ligado a respeito do tema.

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Andrew Harnik/Getty Images

Inicialmente previsto para ocorrer neste mês de março, o encontro ainda não tem dia definido. O desencontro de agendas e o início da guerra no Irã acabaram interferindo na marcação da data.

Desde o último ano, a administração Trump estuda classificar as duas facções como organizações terroristas, com o objetivo de aumentar o que Washington chama de combate ao narcotráfico. A medida avançou nos últimos dias e pode ser implementada em cerca de duas semanas — abrindo, assim, novo ponto de discussão para o futuro encontro de Lula com o líder norte-americano.

O governo brasileiro, por sua vez, tem se mostrado contrário à medida. Uma das explicações é de que grupos criminosos como PCC e CV não se enquadram na lei que trata sobre terrorismo no Brasil, em que a prática é tipificada como crimes motivados por razões religiosas, ideológicas, políticas ou de cunho preconceituoso ou xenofóbico. Visão que também é defendida por analistas ouvidos pelo Metrópoles.

“Internacionalmente falando, a determinação de que certos grupos são terroristas depende também de requisitos como, por exemplo, de que esses grupos tenham viés político, pretensões de tomada de poder para mudança de grupos ou para mudança do país em caráter revolucionário para que haja uma mudança substancial. Não é o caso de organizações criminosas comuns, que praticam crimes para ter rendimento econômico e, na ilegalidade, têm os seus ganhos”, explica Manuel Furriela, especialista em relações internacionais e reitor da Universidade Católica de Brasília (UCB). 

Além disso, a administração Lula enxerga tal classificação como brecha para interferências na soberania do Brasil — como aconteceu na Venezuela, em que cartéis foram classificados como organizações terroristas antes da operação que terminou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro.

Tendo em vista esse cenário, o governo brasileiro buscou realizar articulações diplomáticas sobre o tema, antes que a classificação se torne realidade.

Metrópoles

 

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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