PIB de MT é o que mais cresceu nos últimos 30 anos

Uma pesquisa do Projeto Brasil em Mapas, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dos últimos 30 anos, foi divulgada nesta segunda-feira (9) e mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso cresceu 661% em termos reais entre 1995 e 2025, o maior avanço econômico registrado entre todos os estados brasileiros nas últimas três décadas. O dado faz parte do estudo nacional Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros.
O número chama atenção não apenas pelo tamanho do salto econômico, mas porque revela uma mudança profunda no mapa do desenvolvimento brasileiro: o crescimento deixou de se concentrar apenas nas regiões industriais tradicionais e passou a ser liderado pelo interior do país.
Um crescimento três vezes maior que o do Brasil
No mesmo período analisado, o Brasil como um todo cresceu 222%, o que significa que Mato Grosso avançou quase três vezes mais que a média nacional.
O resultado colocou o estado no topo do ranking nacional de crescimento econômico real, à frente de Tocantins (593,8%) e Mato Grosso do Sul (486,4%).
% Crescimento Econômico Real dos Estados Brasileiros (1995–2025)
Segundo o estudo, o desempenho está diretamente ligado à expansão do agronegócio, à modernização tecnológica no campo e à abertura de novas fronteiras agrícolas no Centro-Oeste.
De economia regional a protagonista nacional
Em 1995, o PIB mato-grossense era de cerca de R$ 7,3 bilhões. Em 2025, chegou a aproximadamente R$ 328 bilhões, ampliando significativamente o peso do estado na economia brasileira.
Esse crescimento transformou Mato Grosso em símbolo da nova dinâmica econômica nacional, marcada pela força das exportações agrícolas e pela integração ao mercado global de commodities.
O Centro-Oeste assume a liderança
O levantamento aponta que o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento médio regional do país, com alta de 408%, impulsionado principalmente pelo desempenho mato-grossense.
Enquanto isso, regiões economicamente mais consolidadas cresceram em ritmo menor, como o Sudeste, cuja média foi de 184%.
Uma nova geografia econômica
A pesquisa mostra que, ao longo das últimas três décadas, o dinamismo econômico brasileiro migrou gradualmente para novas áreas produtivas.
Estados ligados à expansão agrícola e à produção de commodities passaram a liderar o crescimento, enquanto economias mais maduras avançaram de forma mais lenta.
Apesar do avanço expressivo, o estudo destaca que o país ainda enfrenta o desafio de transformar crescimento econômico em desenvolvimento equilibrado entre regiões.
Por Primeira Página




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