Petróleo fica próximo de US$ 120, dispara quase 30% e tem maior preço desde 2022

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Navio carregando petróleo no estreito de Hormuz – Hamad I Mohammed/Reuters

 

 

 

petróleo chegou a disparar quase 30%, na maior variação diária desde 1988, e ficar próximo de US$ 120 pelo barril nesta segunda-feira (9) com a continuação do conflito no Oriente Médio e a ameaça de redução na produção, já que o transporte marítimo que passa pelo estreito de Hormuz está paralisado.

A negociação do barril Brent, referência mundial, começou em US$ 92,69, foi subindo e atingiu o ápice às 23h30 de domingo (horário de Brasília), cotado a US$ 119,46 (R$ 626,14), no maior valor desde 29 de junho de 2022, quando chegou a US$ 120,41 durante a sessão.

A disparada de 28,88% na comparação com o preço de fechamento de sexta-feira (6) foi a maior variação em um dia desde que começaram as negociações de contratos futuros do petróleo desde 1988.

A situação mudou após a informação que as maiores economias do mundo consideravam uma liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo, com os ministros das Finanças do G7 programados para discutir a medida ainda nesta segunda-feira. Uma pessoa próxima ao governo francês ouvida pela agência de notícias Reuters confirmou a negociação.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, funcionários do governo dos EUA acreditam que uma liberação conjunta na faixa de 300 milhões a 400 milhões de barris —até 30% dos 1,2 bilhão de barris na reserva— seria apropriada.

A partir daí, o preço do barril passou a cair e estava cotado a US$ 102 (R$ 524,14) às 10h42, com a alta reduzindo para 10,4%. Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também disparou quase 30% e chegou a US$ 119,43 (R$ 625,98), também às 23h30 de domingo, antes de reduzir para US$ 99,50 (R$ 521,52) às 10h42.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em sua rede social Truth Social que os movimentos de curto prazo são “um preço muito pequeno a pagar” para os EUA, o mundo e a paz. Ele acrescentou que os preços cairão rapidamente “quando a destruição da ameaça nuclear iraniana acabar”.

Para analistas, a opção de liberar reservas de emergência é uma solução paliativa. “As alternativas são limitadas, como recorrer às reservas estratégicas de petróleo, mas em comparação com a magnitude potencial da interrupção do fornecimento se o estreito permanecer fechado por mais tempo, elas são uma gota no oceano”, afirmou o analista do UBS Giovanni Staunovo.

“Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, mais produção será interrompida, exigindo preços substancialmente mais altos para conter a demanda”, complementou Staunovo.

O prêmio dos contratos de carregamento do Brent no primeiro mês sobre os contratos para entrega em seis meses disparou para uma máxima histórica na segunda-feira de quase US$ 36, segundo dados da LSEG que remontam a 2004.

A disparada ficou bem acima de seu pico anterior de cerca de US$ 23 em março de 2022, nas primeiras semanas da guerra Rússia-Ucrânia.

Esse prêmio indica uma estrutura de mercado conhecida como backwardation, mostrando que os traders veem uma intensa escassez de oferta no momento.

O estreito de Hormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, está virtualmente fechado.

Também impulsionando os preços está a nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai Ali Khamenei como líder supremo do Irã, sinalizando que os linha-dura permanecem firmemente no comando em Teerã uma semana após o início do conflito com EUA e Israel.

A guerra pode deixar consumidores e empresas em todo o mundo enfrentando semanas ou meses de preços mais altos de combustíveis, mesmo que o conflito termine rapidamente, enquanto os fornecedores lidam com instalações danificadas, logística interrompida e riscos elevados para o transporte marítimo.

Os contratos de gasolina dos EUA dispararam para seu nível mais alto desde 2022, cerca de US$ 3,22 (R$ 16,87) o galão, em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos consumidores norte-americanos que o impacto em seu custo de vida seria limitado, antes das eleições de meio de mandato em novembro.

O líder democrata do Senado dos EUA, Chuck Schumer, pediu a Trump que libere as reservas estratégicas de petróleo, e uma fonte do governo francês disse na segunda-feira que o G7 também discutiria isso.

SAUDI ARAMCO COMEÇA A CORTAR PRODUÇÃO

A Saudi Aramco começou a cortar a produção em dois de seus campos de petróleo, disseram pessoas ouvidas pela Reuters. Analistas disseram na semana passada que esperavam que os pesos-pesados da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), incluindo os Emirados Árabes Unidos, tivessem que cortar a produção em breve, pois estão ficando sem capacidade de armazenamento de petróleo.

A produção de petróleo iraquiana de seus principais campos do sul caiu 70%, afirmaram fontes do setor, com o armazenamento de petróleo bruto tendo atingido a capacidade máxima.

A Kuwait Petroleum Corporation também começou a cortar a produção de petróleo no sábado (7) e declarou força maior nos embarques, embora não tenha informado quanta produção seria interrompida. A QatarEnergy também havia declarado força maior na semana passada para GNL (gás natural liquefeito) e outros produtos.

A Saudi Aramco, que pode desviar alguns fluxos pelo porto de Yanbu no Mar Vermelho, ofereceu mais de 4 milhões de barris de petróleo saudita em licitações raras para contrabalançar o fechamento de Hormuz. O processo é incomum com entrega imediata com carga vinda de um superpetroleiro próximo a Taiwan. A empresa normalmente só oferece fornecimento sob contratos de longo prazo. É um dos muitos sinais de que os produtores estão tomando medidas incomuns para manter o mercado de petróleo abastecido.

Ao mesmo tempo, informações de bombardeios em campos petrolíferos continuam impactando no mercado. Nesta segunda-feira, um ataque atingiu a zona industrial de petróleo de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, com queda de destroços provocando incêndio, sem feridos relatados.

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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