“País pode quebrar”, alerta Mauro Mendes ao criticar juros altos e avanço da dívida pública

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), voltou a fazer duras críticas à manutenção das taxas de juros em patamares elevados no Brasil. Para ele, a justificativa de controle da inflação não se sustenta e ainda agrava o endividamento público, podendo levar o país a um cenário de colapso fiscal.
A declaração ocorreu após questionamentos sobre a decisão do Banco Central do Brasil de manter a taxa básica em 15% ao ano no mês de janeiro, mesmo diante de indicadores econômicos considerados positivos, como estabilidade da inflação, valorização da bolsa e recuo do dólar.
Segundo Mendes, o argumento histórico de que juros altos são necessários para conter a inflação já não corresponde à realidade econômica atual.
“O Brasil convive há anos com inflação controlada e, ainda assim, mantém uma das maiores taxas de juros do mundo. Essa narrativa virou uma grande desculpa”, afirmou.
O governador também demonstrou preocupação com o crescimento da dívida pública federal, que, de acordo com ele, já alcança um patamar próximo de R$ 10 trilhões. Na avaliação do gestor, caso não haja uma estratégia eficaz para conter o avanço do endividamento, o país pode enfrentar sérias dificuldades fiscais no futuro.
“Se o Governo Federal não encontrar uma saída para essa escalada da dívida, existe o risco de o país entrar em colapso em algum momento”, alertou.
Impacto direto no bolso
Mendes destacou ainda que o custo elevado do dinheiro atinge diretamente a população, refletindo no consumo e no orçamento das famílias.
“Isso penaliza o serviço público e pesa no bolso do cidadão, seja no cartão de crédito, no financiamento de eletrodomésticos, na compra de um carro ou qualquer outro bem”, pontuou.
Ele acrescentou que os juros muitas vezes estão embutidos de forma indireta nos preços, tornando o crédito mais caro e reduzindo o poder de compra.
Avanço da dívida
Dados da Secretaria do Tesouro Nacional indicam que a dívida pública federal tem registrado crescimento contínuo. O estoque saiu de cerca de R$ 8 trilhões em agosto de 2025 para R$ 8,253 trilhões em outubro do mesmo ano. Em novembro de 2024, o volume estava na faixa de R$ 7,2 trilhões, influenciado, entre outros fatores, pelo nível elevado dos juros.
O governador tem mantido posição crítica recorrente em relação à condução da política econômica nacional, especialmente no que diz respeito ao impacto das taxas de juros sobre as contas públicas e o cotidiano da população.




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