“Não vamos admitir violência política de gênero”, diz Gisela Simona ao pedir expulsão de vereador do União Brasil

777bf08a-e31c-41c5-9a50-8400f23e1e28-1 “Não vamos admitir violência política de gênero”, diz Gisela Simona ao pedir expulsão de vereador do União Brasil
Foto: Assessoria

 

A deputada federal Gisela Simona protocolou uma representação formal junto à Executiva Estadual do União Brasil em Mato Grosso solicitando a abertura de processo ético-disciplinar e a expulsão de um vereador de Aripuanã, após ataques considerados pessoais, misóginos e ofensivos contra a prefeita do município, Seluir Peixer Reghin. O caso ocorreu em Aripuanã e agora será analisado pela direção estadual do partido.

Segundo a parlamentar, as manifestações feitas pelo vereador em redes sociais e declarações públicas ultrapassam o campo da crítica administrativa e podem configurar violência política de gênero, prevista no artigo 326-B do Código Eleitoral. O dispositivo foi incluído pela Lei nº 14.192/2021 e estabelece punição para atos que tenham como objetivo impedir ou dificultar o exercício dos direitos políticos das mulheres.

De acordo com a representação apresentada por Gisela Simona à Comissão Executiva Estadual do partido, as publicações teriam começado no dia 11 de fevereiro de 2026. Entre os conteúdos apontados estão referências ao tratamento oncológico realizado pela prefeita, insinuações sobre sua vida pessoal, questionamentos relacionados à família e supostas associações com atividades criminosas,acusações que, segundo o documento, atingem a honra, a imagem e a dignidade da gestora enquanto mulher e agente pública.

Diante da situação, a prefeita registrou boletim de ocorrência e apresentou queixa-crime por calúnia, injúria e difamação. Conforme relatado na representação, mesmo após as medidas judiciais, os ataques teriam continuado.

No pedido encaminhado ao partido, a deputada argumenta que as atitudes atribuídas ao vereador configuram falta grave e violam dispositivos do Estatuto do União Brasil, que prevê punições disciplinares, incluindo a expulsão e o cancelamento da filiação partidária em casos de violência política contra a mulher ou condutas incompatíveis com a ética e o decoro.

Para Gisela Simona, que também preside a executiva do União Brasil Mulher, a permanência de comportamentos desse tipo dentro da legenda compromete o compromisso institucional do partido com o enfrentamento à violência política de gênero.

“Não vamos admitir violência política de gênero. Como mulher, deputada federal e presidente-executiva do União Brasil Mulher, apresentei o pedido de expulsão pelos graves ataques feitos contra a prefeita Seluir. É inaceitável tentar desqualificar uma mulher com insinuações machistas e ofensivas”, afirmou a parlamentar.

A deputada também destacou que a violência política contra mulheres eleitas ainda é uma prática utilizada para constranger e deslegitimar lideranças femininas. Segundo ela, casos como esse podem afastar mulheres da vida pública e reforçar desigualdades na representação política.

Assessoria

Publicar comentário