“Não estamos falando de promover parada gay ou qualquer movimento. Estamos falando de discutir políticas públicas” disse vereadora

A Câmara Municipal discute a criação do Conselho de Promoção da Igualdade Racial, um órgão que terá como objetivo debater, propor e acompanhar políticas públicas voltadas ao combate à discriminação e à promoção da igualdade no município. A proposta prevê a participação de representantes do poder público e da sociedade civil, incluindo membros de áreas como educação, saúde, assistência social, cultura, esporte e também representantes de grupos historicamente afetados por desigualdades sociais.A vereadora Silvana Perin se posicionou favorável à inclusão de representantes da comunidade LGBT no Conselho de Promoção da Igualdade durante debate realizado na Câmara Municipal.
Ao defender a proposta, a parlamentar explicou que o conselho não trata apenas da questão racial, mas da promoção da igualdade em diferentes áreas da sociedade, reunindo representantes de diversos setores.
Segundo Silvana, a composição prevista inclui integrantes da educação, assistência social, esporte, cultura, saúde, desenvolvimento econômico, além de representantes da mulher, da família e de segmentos da sociedade civil.
A vereadora também destacou a importância da participação de grupos que, segundo ela, ainda enfrentam discriminação, como representantes da juventude negra, mulheres negras e lideranças religiosas de matriz africana.
Durante sua fala, Silvana afirmou que a inclusão da comunidade LGBT no conselho é necessária para garantir que políticas públicas possam contemplar diferentes realidades sociais.
“Esse conselho não é só da questão racial. Ele é para a promoção da igualdade em todos os sentidos. Não é para tratar ninguém diferente, mas para discutir políticas públicas que incluam todos”, afirmou.
Ela também esclareceu que o objetivo do conselho não é promover eventos ou movimentos específicos, mas criar um espaço institucional de debate e formulação de políticas públicas.
“Não estamos falando de promover parada gay ou qualquer movimento. Estamos falando de discutir políticas públicas. Se queremos igualdade, eles têm que estar dentro do conselho”, concluiu.
A criação do conselho ainda é tema de discussão entre os parlamentares e tem provocado diferentes posicionamentos no Legislativo municipal.
Por Ana Flávia Moreira/Rbt News




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