MS chega a 10 mortes por chikungunya e 2,1 mil casos confirmados
A chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e já soma novas vítimas. No boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (10), foram confirmadas mais duas mortes pela doença. As vítimas eram moradoras de Fátima do Sul e Jardim.
Conforme o levantamento, Dourados segue como o município com maior número de óbitos, com seis registros. Em seguida aparecem Jardim, com duas mortes, e Bonito e Fátima do Sul, com uma cada.
Em relação aos casos, o estado contabiliza 2.102 diagnósticos confirmados, além de outros 4,2 mil em investigação. Dourados também lidera nesse cenário, com 766 casos, seguido por Fátima do Sul (509), Jardim (251) e Sete Quedas (101).
Quando considerada a incidência, número de casos por 100 mil habitantes, Fátima do Sul apresenta a situação mais preocupante, com taxa de 2.469. O índice elevado se deve, principalmente, à população reduzida do município, que tem pouco mais de 21 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Perfil das vítimas
Com idades entre 01 mês de vida e 94 anos, as vítimas fatais morreram entre os dias 25 de fevereiro e 08 de abril de 2026. Entre elas, cinco não possuíam nenhuma comorbidade relacionada. Confira abaixo o perfil:
- Mulher, de 69 anos, moradora de Dourados, morreu no dia 25 de fevereiro;
- Homem, de 73 anos, moradora de Dourados, morreu no dia 09 de março;
- Bebê, de 03 meses, morador de Dourados, morreu no dia 10 de março;
- Mulher, de 60 anos, morador de Dourados, morreu no dia 12 de março;
- Homem, de 72 anos, morador de Bonito, morreu no dia 19 de março;
- Bebê, de 01 mês, morador de Dourados, morreu no dia 24 de março;
- Mulher, de 82 anos, moradora de Jardim, morreu no dia 23 de março;
- Mulher, de 55 anos, moradora de Dourados, morreu no dia 03 de abril;
- Mulher, de 82 anos, moradora de Fátima do Sul, morreu no dia 08 de abril;
- Mulher, de 94 anos, moradora de Jardim, morreu no dia 04 de abril.
Medidas de contenção
Diante do avanço da chikungunya, a secretaria instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves da doença. A medida, publicada na terça-feira (7), estabelece prazos mais curtos para resposta assistencial, mecanismos excepcionais para garantir o atendimento oportuno de pacientes em estado crítico e diretrizes prioritárias para a Região de Saúde Centro-Sul e demais macrorregiões do estado.
A normativa estabelece que casos classificados como prioridades P1.0 e P1.1, considerados graves ou potencialmente graves, deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo é tratado como meta obrigatória para garantir resposta rápida e reduzir o risco de agravamento ou morte dos pacientes.
A resolução também normatiza o uso da chamada “vaga zero”, recurso excepcional que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis, como forma de preservar vidas em situações extremas. A medida poderá ser adotada pelo médico regulador quando se esgotarem as alternativas convencionais de encaminhamento dentro do tempo clínico oportuno.




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