MPF investiga associação indígena por falta de prestação de contas de verba federal em MT

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar a falta de prestação de contas de recursos federais pela Associação Indígena Zoromará, localizada na Aldeia Paresí, em Diamantino (MT). A apuração tem como foco a atuação de um ex-presidente da entidade. A informação foi divulgada pelo MPF no início de março.

Os valores analisados foram pagos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por meio de acordo judicial, como indenização pelos impactos causados pelas obras da rodovia BR-364 em território indígena.

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Associação Indígena Zoromará representa moradores da Terra Indígena Estação Paresí, do povo Haliti-Paresí. – Foto: The Nature Conservancy

A investigação teve início como um procedimento preparatório, após uma representação apontar omissão na prestação de contas dos recursos recebidos pela associação. Inicialmente, o MPF chegou a avaliar o envio do caso ao Ministério Público Estadual, por envolver a gestão de uma entidade privada.

No entanto, a 6ª Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR) decidiu manter o caso na esfera federal. O entendimento é de que os valores têm origem em uma ação civil pública proposta pelo próprio MPF, relacionada à readequação do plano básico ambiental da BR-364 em Mato Grosso, diante dos impactos sobre a Aldeia Estação Paresí.

Por isso, segundo o órgão, os recursos têm natureza coletiva e estão vinculados a medidas de compensação socioambiental, o que justifica a atuação do MPF e o interesse da União no caso.

Com a conversão do procedimento em inquérito civil, o MPF deve aprofundar as investigações, com a realização de diligências, coleta de documentos e oitivas. A formalização também ocorreu após o esgotamento do prazo do procedimento preparatório, conforme normas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Superior do MPF.

A Associação Indígena Zoromará representa moradores da Terra Indígena Estação Paresí, do povo Haliti-Paresí. Os recursos recebidos fazem parte de medidas compensatórias pelas obras de pavimentação e duplicação da BR-364 na região.

De acordo com o procurador da República Ricardo Pael Ardenghi, responsável pelo caso, o objetivo é garantir que o dinheiro cumpra sua finalidade.

Primeira Página entrou em contato com a Associação Indígena Zoromará, mas não obteve retorno até esta publicação.

Por Primeira Página

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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