Lula avalia que Toffoli precisa deixar relatoria do caso Master no STF

1770854999698d1a57e2039_1770854999_3x2_xl Lula avalia que Toffoli precisa deixar relatoria do caso Master no STF
O ministro Dias Toffoli durante sessão do STF – Pedro Ladeira/Folhapress

 

No Planalto, o entendimento é de que não se deve focar na depreciação da figura de Toffoli, mas que a situação do ministro se dificultou e tem potencial de comprometer a imagem do Supremo. De acordo com esses interlocutores, o procedimento ideal seria o afastamento do ministro do caso.

O presidente teria afirmado ser necessário encontrar uma “saída” para o tema —neste caso, o afastamento de Toffoli da relatoria.

Nesta manhã, Lula se reuniu com o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, fora da agenda oficial. Neste encontro, os dois trataram de investigações policiais relativas a bets e a bancos, um dia depois de o relatório da Polícia Federal mostrar que foram encontradas menções a Toffoli no celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A reunião ocorreu durou cerca de meia hora e foi feita horas antes de Gonet participar de sessão no Supremo em que o caso seria discutido. Segundo auxiliares do Planalto, o presidente e o PGR já haviam combinado este encontro, durante a abertura do ano no Judiciário, que marcou a retomada dos julgamentos no Supremo.

Na ocasião, como de costume, Lula participou e, por escolha, fez um discurso no qual mencionou a punição a “magnatas do crime”, na presença dos ministros da corte, incluindo Toffoli. Luiz Fux foi o único integrante que não participou de forma presencial da abertura.

A Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) informou que o encontro entre os dois será adicionado à agenda.

A análise de Lula contrasta com a postura adotada pela cúpula do Congresso. Como mostrou a Folhaesse grupo e o centrão têm tentado blindar Toffoli e conter as discussões sobre impeachment do ministro.

Nesta semana, a PF enviou a Fachin um relatório em que diz ter encontrado menções a Toffoli no celular de Vorcaro e mensagens apontando para pagamentos feitos à empresa Maridt, que tem Toffoli entre seus sócios.

Diante disso, o presidente do Supremo, Edson Fachin, convocou para esta quinta-feira (12) uma reunião com os colegas para discutir o novo capítulo da crise envolvendo o banco.

O encontro ocorre para que Fachin dê ciência aos demais sobre o relatório da PF e sobre a resposta que Toffoli já enviou à presidência, negando haver razões para suspeição. A Folha apurou que, na manifestação, o relator diz que não tem relações pessoais nem de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Publicar comentário