Justiça ordena soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel
A juíza Elizabeth Medeiros Louro, do 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, decidiu pela soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. Monique seria julgada nesta segunda-feira (23) por sete jurados, mas uma manobra da defesa de Jairinho, outro réu pela morte de Henry Borel, fez com que a sessão plenária fosse cancelada. Jairinho, por sua vez, teve a prisão mantida.
Segundo a advogada Florence Rosa, representante da defesa, Monique saiu do Tribunal de Justiça para o presídio em Bangu, onde deve assinar o processo de saída e deixar prisão ainda nesta segunda.
A juíza entendeu que a defesa de Monique foi prejudicada pela manobra de Jairinho, com excesso de adiamentos para o julgamento.
A decisão da Justiça, com expedição imediato de alvará de soltura, é passível de recurso pelo Ministério Público. O STF (Supremo Tribunal Federal) também pode analisar o caso.
“A manutenção de sua prisão configura óbvio constrangimento ilegal, já que não pode suportar prejuízo decorrente de circunstância a qual não deu causa”, disse a juíza.
“Em que pese o parecer contrário do MP, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo, razão pela qual relaxo a prisão e determino a imediata expedição de alvará de soltura a seu favor”.
O promotor Fabio Vieira dos Santos afirmou que vai recorrer da decisão.
O abandono em plenário foi feito pela defesa de Jairinho como manobra para adiar obrigatoriamente a sessão. Nova plenária foi inicialmente remarcada para o dia 22 de junho, mas acabou definida para 25 de maio.
Monique chegou a ficar em prisão domiciliar por um habeas corpus concedido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), restabeleceu em 2023 a decisão do TJRJ pela prisão preventiva. Em 2025, Gilmar manteve a prisão após pedido de soltura pela defesa, sob argumento de que Monique teria sido agredida por outra interna.
Leniel Borel, pai de Henry, discordou da soltura de Monique.
“A decisão de soltura é quase como um castigo à defesa do Jairo. Eu respeito a decisão da juíza, mas não podemos permitir que, como castigo à defesa de Jairo, se solta uma possível assassina”, afirmou.





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