Alison Antônio recebeu 27 anos de reclusão, enquanto Washington Luiz foi sentenciado a 27 anos e 7 meses. A decisão ocorre após o julgamento da morte de Eleandro Brandino, ocorrida entre 17 e 18 de janeiro de 2024.
Segundo informações do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), representado pelos promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, a vítima foi capturada e levada a uma área de mata nos fundos de um estabelecimento comercial, onde passou por um “tribunal do crime”. Brandino foi agredido com arma branca e decapitado, com o corpo enterrado em covas separadas para dificultar a investigação.
O promotor Fabison Miranda Cardoso destacou que o julgamento demonstrou o sofrimento extremo da vítima e a crueldade do ato: “A sociedade não pode admitir práticas violentas ditadas por supostos ‘tribunais do crime’”.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do concurso de agentes. Os jurados também confirmaram a participação dos réus na ocultação do cadáver, reforçando a gravidade do crime.
Para o promotor Eduardo Antônio Ferreira Zaque, a decisão reafirma que em Mato Grosso não há espaço para execuções sumárias nem para a imposição de um regime paralelo de justiça. O caso segue como referência para operações do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) e para futuras ações contra facções criminosas na região.
O processo evidencia a atuação da Justiça local em coibir crimes de extrema violência e reforça a necessidade de vigilância e denúncia em situações de ameaças por organizações criminosas, protegendo a comunidade e garantindo o cumprimento da lei.
Fonte: Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso e Ministério Público de Mato Grosso.
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