Justiça aceita denúncia, e marido suspeito de jogar mulher de prédio em SP vira réu

Uma testemunha que mora em um prédio situado nos fundos do condomínio onde os fatos ocorreram disse ter escutado, momentos antes da queda, uma mulher gritar “não faz isso, socorro”. Posteriormente, essa mesma testemunha relatou ter visto um homem ao lado do corpo dizendo: “volta, amor, não vai embora”.
Em depoimento prestado à polícia no dia 5 de dezembro, o empresário admitiu ter agredido Maria Katiane. Afirmou que “perdeu a cabeça” na garagem do prédio e acabou “dando uns tapas” na companheira que conhecera em uma padaria na comunidade de Paraisópolis, seis anos antes. Mas negou tê-la matado.
Alex afirmou que, no apartamento, após discussão, Maria Katiane foi para a sacada e se jogou da varanda. O suposto suicídio teria ocorrido enquanto ele estava no quarto. Afirmou que teria ouvido um grito agudo e um barulho. Ao olhar pela janela, teria visto a mulher no chão. Disse ainda que desceu imediatamente para o térreo, tentando reanimá-la, ficando junto da vítima até a chegada do resgate e da Polícia Militar.
Após a morte da esposa, Alex viajou para Crateús, no Ceará, cidade em que ela nasceu, para participar do velório. Ficou uma semana na cidade. A morte era então ainda classificada pela polícia como acidental. Somente depois de a investigação ter obtido acesso às câmeras de segurança do prédio, ele passou a ser considerado suspeito de feminicídio.
À Justiça, a defesa de Alex afirmou que, desde o primeiro momento, o acusado “manteve postura espontânea, colaborativa e transparente, relatando, detalhadamente, toda a dinâmica dos fatos”. Disse que a mulher estava em evidente estado de embriaguez e que se lançou voluntariamente da sacada. Requereu a soltura de Alex.
O caso ainda não tem data para ser julgado.
Por Folha de São Paulo




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