Esquecidos pelo tempo? sobreviventes do Césio-137 denunciam abandono quase 40 anos depois

Quase 40 anos após o acidente com o Césio-137, em Goiânia, as consequências da maior tragédia radiológica do Brasil ainda permanecem vivas — sobretudo para quem teve contato direto com o material. O brilho azul que despertou curiosidade no passado deu lugar a sequelas físicas, traumas emocionais e problemas de saúde que acompanham vítimas até hoje.

Entre os atingidos, cresce a sensação de abandono. Muitos relatam dificuldades no acesso a tratamento médico e criticam a defasagem da pensão vitalícia prevista na lei estadual nº 14.226/2002. Atualmente, boa parte dos beneficiários recebe cerca de R$ 954, valor abaixo do salário mínimo e sem reajuste desde 2018.

O acidente teve início em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores encontraram uma cápsula contendo Césio-137 em uma clínica abandonada. Sem saber do risco, manipularam o material e o repassaram a um ferro-velho, onde o conteúdo radioativo foi aberto e distribuído entre familiares e conhecidos.

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Lourdes das Neves segura o retrato da filha, Leide das Neves Ferreira, que se tornou símbolo do acidente radiológico de Goiânia com Césio-137

O contato com a substância provocou sintomas graves como vômitos, tontura e queimaduras. Entre os casos mais marcantes está o de Leide das Neves, de 6 anos, que ingeriu partículas do material e se tornou símbolo da tragédia.

A situação só foi identificada dias depois, quando a cápsula foi levada à Vigilância Sanitária. A confirmação do risco deu início a uma operação de emergência que mobilizou autoridades, isolou áreas e levou milhares de pessoas para triagem.

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Ao todo, mais de 112 mil pessoas foram monitoradas, com centenas de casos de contaminação confirmados. Quatro mortes foram registradas diretamente em decorrência da radiação, além de diversos impactos que se estenderam ao longo dos anos.

Além das perdas humanas, o episódio também foi marcado pelo preconceito. Durante o sepultamento das vítimas, houve resistência da população, temendo contaminação, o que evidenciou o clima de pânico vivido na época.

Hoje, sobreviventes seguem enfrentando dificuldades, tanto no tratamento de saúde quanto na manutenção de direitos. Para muitos, o maior desafio é evitar que a história seja esquecida e que as vítimas continuem sendo invisibilizadas.

Créditos: Metrópoles
Autoria: Portal RBT News

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Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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