Entenda o caso da PM Gisele morta em São Paulo e reviravolta na investigação

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Gisele Alves Santana, 32, soldado da Polícia Militar encontrada morta em São Paulo – Reprodução – 21.fev.26/Redes sociais

 

 

 

morte da soldado PM Gisele Alves Santana, 32, dentro de sua casa no Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro, sofreu uma reviravolta nos últimos dias após a liberação do resultado do exame de corpo de delito pelo IML (Instituto Médico Legal), identificando lesões no pescoço e no rosto.

Seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, que chamou o resgate e a polícia no dia da ocorrência dizendo que a mulher havia atirado na cabeça, passou a ser o principal suspeito devido a várias circunstâncias tanto da cena do crime quanto das informações do relacionamento conturbado do casal.

Confira abaixo o que se sabe sobre o caso.

Entenda o caso

  • Por que o caso passou de suspeita de suicídio a homicídio?

  • O que o primeiro PM a entrar na cena do crime achou da situação?

  • A polícia encontrou o cartucho disparado da arma que matou Gisele?

  • O que o laudo do IML revelou sobre o corpo da PM Gisele?

  • O que deve acontecer com o tenente-coronel agora que é suspeito?

  • Qual foi a versão contada pelo tenente-coronel?

  • Como ele reagiu após a morte de Gisele?

  • Como era o relacionamento entre Gisele e Geraldo?

  • O que a mãe de Gisele relatou sobre o comportamento de Geraldo?

  • O que aconteceu com o vídeo que Geraldo enviou ameaçando se matar?

  • O que aconteceu na sexta-feira anterior à morte de Gisele?

  • Por que Gisele não deixou o apartamento no sábado como havia planejado?

  • Como a filha de Gisele estava antes da morte?

Por que o caso passou de suspeita de suicídio a homicídio?

Divergências apontadas ao longo das investigações levaram autoridades a reclassificar o caso como morte suspeita e depois como homicídio. A principal razão foi o relacionamento conturbado que Gisele e Geraldo mantinham, com relatos de comportamentos abusivos e violentos por parte do tenente-coronel, além das lesões encontradas no pescoço e no rosto da vítima.

Outro ponto que gera dúvidas é a hora exata do barulho do tiro que matou Gisele. Geraldo contou que teria entrado no banheiro para tomar banho por volta das 7h e ouvido o barulho um minuto depois. Em seguida, disse ter ligado para o resgate e chamado a Polícia Militar apenas às 7h57. No entanto, uma vizinha afirmou em depoimento ter ouvido o estampido às 7h28.

Além disso, um dos socorristas afirmou à polícia que achou estranho a arma estar encaixada na mão de Gisele, fato incomum em casos de suicídio.

O que o primeiro PM a entrar na cena do crime achou da situação?

Em depoimento, o policial informou que nos seus 12 anos de carreira já atendeu ocorrências semelhantes, mas estranhou esta em particular porque o local estava mais preservado que o de costume numa situação como essa. Ele também negou ter visto marcas de sangue nas roupas ou no corpo do tenente-coronel.

A polícia encontrou o cartucho disparado da arma que matou Gisele?

Não. De acordo com o inquérito, nenhum dos policiais, funcionários do condomínio ou o médico que atendeu a vítima encontraram o cartucho usado da arma que matou Gisele. Uma equipe da PM chegou a voltar ao local posteriormente, mas também não o encontrou. A pistola Glock calibre .40 utilizada foi entregue à polícia com 14 das 15 munições intactas (uma na câmara e 13 no carregador).

O que o laudo do IML revelou sobre o corpo da PM Gisele?

O laudo encontrou lesões no pescoço e no rosto de Gisele com sinais de dedos e unhas ao redor delas. Além disso, não foram encontrados sinais típicos de defesa no corpo dela.

O que deve acontecer com o tenente-coronel agora que é suspeito?

Polícia Civil deve pedir a prisão do tenente-coronel pelo suposto envolvimento na morte de sua mulher. A decisão será tomada em reunião nesta quarta-feira (11) com a Corregedoria da Polícia Militar, que está ajudando na investigação. Segundo apuração da Folha, os investigadores entendem que há elementos suficientes para ligar o tenente-coronel ao crime.

Qual foi a versão contada pelo tenente-coronel?

Geraldo afirmou que estava no banho quando ouviu um disparo de arma de fogo. Ele disse ter entrado no banheiro por volta das 7h e ouvido o barulho cerca de um minuto depois, imaginando que poderia ser uma porta batendo. Segundo ele, encontrou Gisele caída no chão com sangramento intenso e uma pistola nas mãos.

Como ele reagiu após a morte de Gisele?

Segundo depoimento de uma funcionária do condomínio, enquanto Neto falava ao telefone com alguém que chamava de “excelência”, ele demonstrava nervosismo e parecia chorar, mas ela notou que “não caía nenhuma lágrima”. O bombeiro que foi fazer o resgate afirmou que Geraldo não demonstrava desespero nem o viu chorando.

De acordo com um policial militar que atendeu a ocorrência, Geraldo se recusou a comparecer diretamente à delegacia no dia em que Gisele morreu e ficou a todo momento falando ao telefone celular. O policial disse que ele “falou que iria tomar um banho” porque “passaria muito tempo na Polícia Judiciária”.

Informado que não poderia tomar banho, ele ficou apenas de bermuda e chinelo sentado no chão do corredor externo até a chegada do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Então, ainda segundo o depoimento, ele entrou no apartamento, tomou banho e vestiu outra roupa. Em seguida, com autorização de superiores, foi levado ao Hospital das Clínicas, para onde Gisele foi transportada em estado gravíssimo por um helicóptero Águia da PM —ela teve a morte confirmada às 12h04. Ele, porém, ficou todo o tempo no carro acompanhado por uma soldado do Naps (Núcleo de Atenção Psicossocial).

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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