Eduardo Leite cita rejeição a Lula e Bolsonaro e diz haver ‘apetite por algo novo’ no país

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Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul — Foto: Maurício Tonetto/Secom

 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quinta-feira (12), em entrevista à Globonews, que pretende se apresentar como uma alternativa à polarização política no país e disse que quer dialogar com eleitores de diferentes campos políticos.

“Quero conversar com os eleitores dos dois lados”, afirmou o governador durante participação no programa Em Ponto.

 

Leite disputa internamente no PSD a indicação para concorrer à Presidência da República com os governadores Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO). Segundo ele, a escolha do nome do partido deve levar em conta a capacidade de dialogar com um espectro amplo do eleitorado, e não apenas as pesquisas de intenção de voto.

Durante a entrevista, o governador afirmou que decidiu não se alinhar a nenhum dos principais polos políticos nas eleições passadas e disse que essa posição o credencia a dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.

“Eu procurei manter a minha coerência de quem não se sente representado nem por Lula nem por Bolsonaro e quero conversar com os eleitores dos dois lados”, disse.

 

Leite também afirmou que pesquisas mostram insatisfação de parte do eleitorado com os principais nomes da disputa e avaliou que há espaço para uma candidatura alternativa no cenário político.

Segundo ele, mais importante do que os números atuais de intenção de voto é a leitura do humor do eleitorado e do grau de rejeição aos candidatos que hoje aparecem como protagonistas da disputa.

governador minimizou os resultados de pesquisas que o colocam atrás de Ratinho Júnior e afirmou que, considerando a margem de erro, há empate técnico entre os três nomes do partido.

Na pesquisa Quaest divulgada quarta-feira (11), o governador aparece com 3% da intenção de voto em seus melhores cenários. O levantamento também mostrou que Leite tem 35% de rejeição.

Leite também citou experiências anteriores em disputas eleitorais para afirmar que cenários podem mudar ao longo da campanha.

“Quando fui candidato a prefeito, tinha 8% nas pesquisas contra um candidato com 40%. Para governador também comecei com números baixos e depois cresci”, disse.

 

De acordo com o governador, a decisão sobre quem representará o PSD na disputa presidencial caberá ao presidente do partido, Gilberto Kassab, em diálogo com outras lideranças da sigla.

A expectativa é que o partido defina até o fim deste mês qual dos três governadores será o candidato do PSD ao Palácio do Planalto.

Por Redação g1

 

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