“É uma vergonha”: Margareth Buzetti critica volta de Fávaro ao Senado e aponta “medo” de Lula com relatório da CPMI do INSS
A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) reagiu com dureza à exoneração do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), que deixou o cargo nesta sexta-feira (27/3) para retomar sua cadeira no Senado Federal.
A manobra, articulada pelo Palácio do Planalto, visa garantir um voto favorável ao governo na votação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pede o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
Pega de surpresa
Buzetti, que exercia o mandato como suplente de Fávaro e vinha participando ativamente das sessões da comissão, afirmou ter sido pega de surpresa pela publicação em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Para a parlamentar mato-grossense, a medida demonstra insegurança do Executivo diante do parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
“Ele resolveu votar porque eu apareci na CPI. Eu acho que o governo está com muito medo desse relatório. A única explicação para ele ser exonerado a essa hora de sexta-feira foi porque têm medo do meu voto“, disparou a senadora durante coletiva de imprensa no Congresso Nacional.
A senadora não poupou críticas à estratégia de defesa em torno do filho do presidente Lula. O relatório da CPI atribui a Lulinha crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
“Para mim não interessa se o roubo dos aposentados começou no governo Bolsonaro ou no governo Lula. Se o Lulinha deve, ele que venha se explicar. O seu papai Lula deveria vir aqui, mostrar o seu filho e pedir para ele se explicar, e não ficar escondendo o filho da forma como está. Isso é uma vergonha“, afirmou Buzetti.
A volta de Fávaro ao Senado é o lance final do governo para tentar derrubar o parecer que lista 218 pedidos de indiciamento. Com a saída de Buzetti e o retorno do titular, o Planalto reforça a base aliada no colegiado.
Margareth Buzetti finalizou reforçando que os recursos desviados pertencem aos trabalhadores: “Não existe dinheiro público. Não é o governo que está pagando os aposentados“.
Por Repórter MT




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