Dólar abre em queda acentuada nesta quarta após ter subido 1,87% um dia antes

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Notas de dólares em cima da mesa – Pedro Affonso/Folhapress

 

 

O dólar abriu em queda acentuada nesta quarta-feira (4), após ter disparado na terça-feira, com os investidores atentos a mais um dia de confrontos no Oriente Médio entre EUA e Israel contra o Irã.

Às 9h03, a moeda norte-americana caía 0,53%, cotada a R$ 5,2360. Um dia antes, o dólar fechou em disparada de 1,87%, cotado a R$ 5,261, e a Bolsa caiu 3,27%, a 183.104 pontos.

Na Ásia, o índice chinês CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, e o índice SSEC, de Xangai, desvalorizou 1,43%. A Bolsa de Tóquio caiu 3,1%; a de Seul, 7,24%. Na Europa, o tombo foi de mais de 3%. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, recuou 3,08%, acompanhado por Frankfurt (-3,4%), Londres (-2,75%), Paris (-3,46%), Madri (-4,55%) e Milão (-3,92%).

As Bolsas dos EUA também caíram, ainda que em menor magnitude. O Dow Jones perdeu 0,83%, enquanto o S&P 500 recuou 0,9% e o Nasdaq Composite, 1,02%.

“O que estamos vendo é um movimento clássico de fuga para ativos considerados mais seguros, em meio à piora do cenário geopolítico”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.

O dólar foi um dos ativos escolhidos na estratégia “flight-to-sefety”, ou busca por segurança. O índice DXY, que compara a moeda a uma cesta de seis divisas fortes, avançou 0,66%, depois de já ter subido 0,8% na véspera.

“Não víamos o dólar sendo usado como ativo de porto seguro desde pelo menos o início de 2025, quando o governo Donald Trump começou a fazer as políticas que criaram disrupções no mercado. Com a escalada do conflito no Oriente Médio, a moeda volta a ter protagonismo”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da Stonex.

Nesta terça, o conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã ganhou ainda mais contornos de guerra regional depois que soldados israelenses ocuparam novas posições no Líbano. Arábia Saudita, Qatar e Kuwait também foram envolvidos, e a escalada do conflito agrava as disrupções no mercado global de energia.

O Irã anunciou, na segunda, o fechamento do estreito de Hormuz para navegação, via por onde passam 20% de toda a produção de petróleo do mundo. O Qatar ainda suspendeu a produção de gás natural liquefeito, levando ao fechamento preventivo de instalações de petróleo e gás em todo o Oriente Médio. A produção do país representa cerca de 20% da oferta global.

Como resultado, os preços das commodities tiveram mais um dia de disparada. O barril do petróleo Brent, referência global, subia 4% às 18h (horário de Brasília), cotado a US$ 81, enquanto o gás europeu avançava 22%, após já ter subido 40% na véspera.

No Brasil, praticamente todas as empresas da carteira teórica do Ibovespa ficaram no negativo. Braskem e Raízen foram exceção, em alta de 4% e 3%, respectivamente, em movimento descolado do contexto da guerra no Irã.

Em segundo plano, na agenda econômica local, o IBGE divulgou dados do PIB, que mostraram que a atividade econômica do país teve expansão de 2,3% em 2025, mas terminou o ano quase estagnada no quarto trimestre e mostrou perda de força em relação a 2024.

No ano, o resultado ficou abaixo do desempenho do PIB em 2024, de alta de 3,4%. A expectativa do governo era de alta de 2,3% em 2025. Já no quarto trimestre, o PIB teve alta de 0,1% sobre os três meses anteriores, em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.

Para o Copom (Comitê de Política Monetária), o dado deve “favorecer a aceleração do ciclo de corte de juros”, diz Bezzon, da StoneX. A dúvida agora é sobre o tamanho da redução da Selic no encontro deste mês: se 0,25 ponto percentual, se 0,5 ponto.

“Pode até ser que o Copom mencione o conflito no Oriente Médio como um ponto de incerteza do ambiente externo, mas, para essa decisão, não acredito que tenha algum impacto significativo.”

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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