Dois dias após morte, Corregedoria da PM abriu investigação por supostas ameaça de coronel à mulher

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Gisele Alves Santana, 32, soldado da Polícia Militar encontrada morta em São Paulo – Reprodução/Redes sociais

 

A Corregedoria da Polícia Militar abriu um procedimento para apurar uma denúncia de supostas ameaças feitas pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, contra a soldado Gisele Alves Santana, 32. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça na sala da casa em que o casal morava no Brás, região central de São Paulo, na manhã de 18 de fevereiro.

A abertura do procedimento foi feita no dia 20, por iniciativa do coronel Alex dos Reis Asaka, chefe da Corregedoria. O documento não detalha se a denúncia foi feita antes ou depois da morte. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública estadual não respondeu até a publicação do texto.

O Inquérito Policial Militar foi aberto com base em uma denúncia anônima, segundo a qual o tenente-coronel tinha instabilidade emocional e protagonizava episódios recorrentes de perseguição, intimidação e ameaças contra Gisele, que vivia em estado de apreensão e medo. De acordo com o documento, as situações foram presenciadas por testemunhas. A reportagem teve acesso ao texto.

A reportagem procurou a defesa de Geraldo quinta-feira (12) por mensagens no WhatsApp por volta das 16h. Até a publicação do texto não houve resposta.

Em entrevista à TV Record nesta quarta (11), o tenente-coronel disse que a mulher se matou e chamou de narrativas as alegações de que ele seria uma pessoa violenta e abusiva. Essas afirmações, segundo ele, estariam sendo feitas pela família de Gisele. “O Brasil inteiro acha que eu sou um assassino”, afirmou ele.

O boletim de ocorrência elaborado no 8º DP (Brás) horas depois da morte já apontava que havia dúvidas sobre o que aconteceu. Em um campo, foi registrado que o caso podia ser classificado como suicídio ou como morte suspeita. Há ainda um aviso de que havia “dúvida razoável quanto a tratar-se de suicídio'”.

O documento traz ainda declarações de Geraldo e da mãe da soldado. Ambos relataram que o relacionamento era conturbado.

A mãe de Gisele disse em depoimento que o tenente-coronel era uma pessoa “excessivamente violenta” e que proibia a filha de “usar batom, salto alto e perfume”. O relato de problemas na relação foi um dos motivos que levaram a Polícia Civil a trabalhar com outras hipóteses além do suicídio.

A mãe também contou que dias antes de morrer, a filha teria ligado chorando muito e dito que não estava mais aguentando a pressão. Segundo esse relato, Gisele também teria afirmado que queria se separar e pediu para que seu pai fosse buscá-la em casa. Ele tentou ir até o local, mas ela teria mudado de ideia e avisado que ainda estava conversando sobre o término.

Laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a policial apresentava lesões no pescoço e no rosto com sinais de dedos e unhas ao redor delas —indícios de agressão física.

Segundo Geraldo, Gisele se matou enquanto ele estava no banheiro do imóvel. A arma era dele. O tenente-coronel afirmou à polícia que guardava a pistola —que foi apreendida — sobre o armário do quarto e que, naquele dia, não havia trancado o cômodo.

Na terça-feira (10), a juíza Giovanna Christina Colares, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a redistribuição do processo para a Vara do Tribunal do Júri, competente para julgar crimes contra a vida, entre eles homicídio, feminicídio e indução ao suicídio.

Investigações de suicídio também ocorrem na mesma vara, mas, assim que a investigação é concluída e confirmado o fato, o inquérito é arquivado.

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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