Centrão aponta problemas de Lula e crises do governo como fator de crescimento de Flávio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência – Pedro Ladeira e Danilo Verpa/Folhapress 

Lideranças do centrão apontam erros do governo do presidente Lula (PT) e a crise institucional recente envolvendo o Banco Master como principais causas do avanço de Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7). Essas figuras avaliam que o empate técnico é resultado mais de demérito do petista do que de mérito do senador.

Ouvidos sob reserva pela Folha, eles afirmam que Lula começou mal o ano e avaliam que o governo foi tragado pela crise do Master com o STF (Supremo Tribunal Federal).

As lideranças reconhecem que a crise do Master é ruim para todos os lados, mas avaliam que o governo é quem mais perde nessa equação. Na leitura desses políticos, a população tende a misturar os Poderes, mas o antagonismo do bolsonarismo a Lula e ao STF impede que ele seja alvo central dessa crise.

Outro fator do noticiário que colaborou para o desgaste de Lula, citam esses líderes, foi o desfile de Carnaval em homenagem ao presidente, que retratou famílias em latas de conserva. A representação, a despeito de não ter contado com aval do petista, gerou repercussão entre os conservadores, principalmente evangélicos.

Pesquisa Datafolha mostrou que a homenagem da escola de samba foi considerada inadequada por 71% dos eleitores. Mesmo entre os que votaram em Lula em 2022, quase a metade (49%) desaprovou a iniciativa.

Na leitura desses políticos, a quebra de sigilo do filho do presidente, o Lulinha, no âmbito da CPI no INSS, trouxe pouco efeito negativo para o presidente diante de um noticiário já conturbado. A tentativa de moderação de discurso de Flávio, afirmam, colaborará para uma eventual diminuição de rejeição do pré-candidato do PL, mas com efeito a ser medido a médio prazo.

Esses líderes, apesar do destaque ao noticiário recente, afirmam que o problema do governo é estrutural. Eles avaliam que Lula ficou encastelado no Planalto, colocando apenas petistas no comando dos ministérios palacianos. A única exceção foi aberta em outubro último, quando o presidente colocou o psolista Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência.

Eles julgam que o resultado foi a falta de ideias novas, com limitada percepção de melhoria de vida na população. O centrão avalia que a economia não vai mal, mas iniciativas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, principal bandeira eleitoral do governo, não surtiu ainda o efeito esperado. A medida entrou em vigor em janeiro, com trabalhadores não mais tendo o desconto em folha de pagamento.

Outro ponto que deixa essas lideranças céticas quanto ao poder de reação de Lula é a guerra no Oriente Médio. Eles acreditam que, em caso de um conflito alongado e de caráter regional, a disparada do petróleo aumentará o preço dos combustíveis e recairá sobre a avaliação do governo.

A previsão dessas lideranças do centrão é que Flávio pode ultrapassar numericamente Lula nas próximas pesquisas. O governo, como mostrou a Folhaacredita que o presidente deve se recuperar com o início da campanha eleitoral, quando pretendem de fato bombardear o adversário.

O centrão acredita, de toda forma, de que esta eleição seguirá a máxima de plebiscito sobre o atual presidente. Citando os 41% de intenção de voto de Ratinho Júnior (PSD) num cenário de 2º turno contra Lula, sem Flávio, esses presidentes de partidos consideram que qualquer nome posto como oposicionista poderia angariar o eleitorado insatisfeito com a atual gestão.

A PESQUISA

A nova pesquisa foi a primeira feita pelo instituto desde que Flávio foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a partir da cadeia. Recebida inicialmente com ceticismo, dada a preferência do centrão pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a pré-candidatura se firmou.

Flávio se aproximou de Lula nas simulações de primeiro turno e empata tecnicamente na de segundo, marcando 43% ante 46% do rival.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça-feira (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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