Caso Raquel Cattani: acompanhe as atualizações do Tribunal do Júri em Nova Mutum

O Tribunal do Júri que julgará Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados pela morte da produtora rural Raquel Cattani, acontece nesta quinta-feira (22), a partir das 8h, no plenário do Fórum da Comarca de Nova Mutum.
O julgamento será presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca, e seguirá o rito previsto no Código de Processo Penal, com a atuação do Ministério Público, das defesas, depoimentos das testemunhas e, por fim, sairá a decisão do Conselho de Sentença, formado por sete jurados.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Raquel Cattani foi assassinada a facadas na própria residência, na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. Rodrigo é acusado de executar o crime, enquanto Romero, ex-marido da vítima, responde como autor intelectual.
A cobertura jornalística será feita exclusivamente pela Assessoria de Imprensa do TJMT, que disponibilizará textos, fotos e vídeos no portal oficial do Tribunal e nos canais institucionais.
Acesse as fotos no Flickr do TJMT
Acompanhe as atualizações do julgamento:
08h21 – Teve início a sessão do Tribunal do Júri, com a leitura do termo de apregoamento.
São levados a julgamento os réus Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, representado pelos promotores de Justiça João Marcos de Paula Alves e Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes.
Os acusados respondem pela morte de Raquel Maziero Cattani. A defesa é realizada pela Defensoria Pública do Estado, com atuação do defensor Guilherme Ribeiro Rigon em favor de Rodrigo Xavier Mengarde e do defensor Mauro Cezar Duarte Filho em favor de Romero Xavier Mengarde.
A sessão é presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski.
08h26 – Foi realizado o sorteio dos jurados que irão compor o Conselho de Sentença. O colegiado é formado por sete jurados, sendo dois homens e cinco mulheres.
08h37 – A juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski orientou os jurados sobre o funcionamento do Tribunal do Júri.
Durante as instruções, a magistrada explicou as regras do julgamento, destacou a incomunicabilidade dos jurados, que não podem se comunicar entre si nem com pessoas externas ao plenário, e pediu que evitem qualquer manifestação de concordância ou discordância durante os debates.
A juíza também orientou que os jurados mantenham atenção integral às falas das partes e preservem o sigilo da votação, que é individual e secreta. Em caso de necessidade, eventuais comunicações externas devem ser intermediadas pela equipe do Fórum.
A magistrada ressaltou ainda que se trata de um julgamento sensível, envolvendo vida e liberdade, e solicitou serenidade e imparcialidade para garantir a regularidade dos trabalhos.
08h49 – Teve início a oitiva da primeira testemunha, o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri, responsável pela condução das investigações sobre a morte de Raquel Cattani.
O delegado informou que, assim que a Polícia Civil tomou conhecimento da suspeita de feminicídio, as equipes foram imediatamente mobilizadas. Ele relatou que se deslocou da cidade de Tapurah (MT), enquanto outras equipes seguiram para o local do crime, no Assentamento Pontal do Marape, adotando estratégia de atuação simultânea.
Segundo o depoimento, o réu Romero Xavier Mengarde se apresentou espontaneamente às autoridades após ser informado dos fatos. O delegado afirmou que orientou a equipe a realizar o interrogatório inicial do réu para esclarecer sua rotina e deslocamentos no período do crime.
Durante a investigação, foi apurado que Romero teria passado por três casas de prostituição e permanecido na companhia de funcionários desses locais. Ainda conforme o delegado, imagens de câmeras registraram o veículo do réu saindo de Tapurah em direção ao Pontal do Marape, onde o crime ocorreu.
Ao chegar ao local dos fatos, o delegado relatou que havia diversas autoridades presentes, mas que a cena estava devidamente preservada. Ele destacou que, inicialmente, a investigação apontava o ex-marido da vítima como principal suspeito, o que motivou a divisão estratégica das equipes entre Tapurah e o local do crime.
08h53 – O delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri detalhou pontos que chamaram a atenção da equipe policial durante a análise da cena do crime.
Segundo o depoimento, foram identificados sinais de arrombamento, especialmente em uma janela nos fundos da residência, localizada na área dos quartos das crianças, que estava amassada, indicando o ponto de entrada do autor.
Outro elemento relevante foi uma televisão encontrada do lado de fora da casa, com marca evidente de bota, o que reforçou a hipótese de invasão. No interior da residência, Raquel Cattani foi encontrada caída no chão, entre o banheiro e o quarto do casal.
O delegado relatou que a vítima apresentava diversas lesões de defesa, principalmente nos braços e antebraços, com perfurações provocadas por faca.
Também chamou a atenção da equipe o fato de apenas o quarto da vítima ter sido revirado. Conforme explicou o delegado, esse detalhe posteriormente passou a indicar uma possível tentativa de forjar a cena do crime, já que outras bolsas não estavam mexidas, caixas permaneciam fechadas e não havia sinais de busca generalizada por objetos.
Por fim, foi observado que o autor circulou descalço dentro da residência, o que ficou evidenciado pelas marcas de sangue no chão.
09h00 – Em depoimento, o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri afirmou que, ao longo das apurações iniciais, a Polícia Civil percebeu que Romero Xavier Mengarde não seria o autor direto do crime, após ele apresentar um álibi detalhado e consistente sobre seus deslocamentos no dia e horário do homicídio.
Segundo o delegado, a equipe passou a analisar provas técnicas e digitais, como vestígios deixados no local, indícios relacionados ao uso de internet e possíveis acessos a redes wi-fi, além de outros elementos periciais coletados na residência da vítima.
Com o avanço das investigações, ele conta que o que chamou a atenção da equipe foi o fato de que Romero teria construído cuidadosamente um álibi, o que afastou a hipótese de que ele estivesse presente no local do crime no momento da execução. A partir disso, a investigação passou a buscar quem teria motivação para cometer o homicídio e de que forma o crime foi praticado.
O delegado relatou ainda que, após saturar toda a região, a Polícia Civil realizou um trabalho extenso de campo, com a entrevista de cerca de 155 pessoas, incluindo trabalhadores e moradores, para esclarecer os fatos e identificar possíveis envolvidos.
09h12 – O delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri afirmou que, segundo as investigações, Rodrigo Xavier Mengarde ficou à espreita de Raquel Cattani dentro da residência antes do crime. Ele destacou que o próprio réu confessou em interrogatório que aguardou a chegada da vítima.
De acordo com o delegado, Rodrigo relatou que Raquel percebeu a presença dele pelo forte cheiro. Ainda segundo a confissão, o réu já estava no interior da casa, tendo acessado parte dos cômodos, inclusive o banheiro, após arrombar uma janela e pular para dentro do quarto, onde ficou escondido.
O delegado explicou que, quando Raquel entrou na residência, Rodrigo já estava no local. Ao sentir o odor estranho, a vítima passou a procurar a origem do cheiro, falando em voz alta. Quando ela se dirigiu ao quarto para verificar, Rodrigo a surpreendeu e desferiu diversos golpes de faca.
Após o crime, segundo o depoimento, o réu forjou a cena, revirando apenas o quarto da vítima, deixando uma televisão do lado de fora da casa e, em seguida, fugiu com a motocicleta.
09h20 – Outro ponto destacado pelo delegado foi a prova técnica relacionada às ERBs (Estações Rádio-Base), que são as torres de telefonia celular. A análise do sinal do celular de Rodrigo demonstrou toda a circulação do réu, desde a chegada ao local do crime até a fuga, corroborando a confissão.
Ainda conforme o delegado, imagens e registros de deslocamento mostram Rodrigo deixando o local em alta velocidade, usando uma camiseta rosa, e seguindo por diversas cidades da região. O trajeto foi parcialmente reconstruído a partir de dados telefônicos, imagens de câmeras e registros de passagem, inclusive com tentativas do réu de dificultar a identificação, como a ocultação da placa da motocicleta.
O delegado afirmou que a soma da confissão, das provas técnicas e do rastreamento do celular permitiu reconstruir a dinâmica do crime e da fuga, reforçando a presença de Rodrigo na cena do homicídio.
09h24 – O Ministério Público iniciou a oitiva da testemunha, com questionamentos feitos pelo promotor de Justiça João Marcos de Paula Alves.
Durante as respostas, o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri relatou sua percepção sobre o comportamento do réu Romero Xavier Mengarde ao longo das investigações. Segundo ele, chamou atenção o fato de Romero se mostrar astuto, calculista e frio.
O delegado afirmou que Romero demonstrava um comportamento melindroso e atento, com respostas pensadas e demoradas, observando constantemente o interlocutor. Para ele, tratava-se de uma pessoa “esperta” e “malandra”.
Outro ponto destacado foi a ausência de reação emocional. O delegado disse que, na sua avaliação, alguém envolvido em um crime contra a mãe de seus filhos, ainda que não fosse o autor direto, normalmente apresentaria sinais de tristeza, abalo ou inconformismo. No entanto, segundo o relato, Romero não demonstrou qualquer emoção, nem tristeza nem felicidade, o que chamou a atenção da equipe durante a investigação.
09h42 – O delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri relatou que a investigação identificou comportamentos de perseguição e controle atribuídos a Romero Xavier Mengarde em relação à vítima Raquel Cattani, anteriores ao crime.
Segundo o delegado, testemunhas relataram que Raquel teria sido surpreendida pela presença de Romero poucas semanas antes do homicídio, no sítio dos pais da vítima, local onde ele não residia. Conforme os relatos, Romero apareceu de forma inesperada, à noite, o que teria causado choque e medo em Raquel.
O delegado afirmou que essas informações foram confirmadas por pessoas próximas, incluindo familiares e amigas da vítima, que descreveram um comportamento obsessivo, marcado por tentativas de controle, vigilância e interesse constante sobre onde Raquel estava e com quem se relacionava.
Ainda conforme o depoimento, embora não haja registro de agressões físicas, as testemunhas apontaram que Raquel teria vivido por anos sob pressão psicológica, sendo tratada de forma desrespeitosa e agressiva. O delegado classificou esse histórico como tortura psicológica, destacando que esse tipo de conduta também gera sofrimento intenso à vítima e reflexos negativos aos filhos.
09h44 – Em resposta a questionamentos da promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes, o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri comentou depoimentos de testemunhas próximas à vítima, entre elas uma vizinha e confidente de Raquel Cattani, moradora do Pontal do Maracanha, onde a vítima residia.
Segundo o delegado, essa testemunha demonstrou convicção imediata ao apontar Romero Xavier Mengarde como responsável pelo crime, chegando inclusive a xingá-lo, o que chamou a atenção da equipe pela prontidão da acusação.
09h46 – Durante a oitiva, a promotora questionou o delegado sobre o relato da testemunha, que afirmou ter ouvido da própria Raquel, dias antes do crime, a seguinte frase: “Se acontecer alguma coisa comigo, foi ele, mas Deus não vai deixar.”
O delegado confirmou que esse relato consta nos autos e afirmou que, na avaliação da investigação, Raquel demonstrava pressentimento e medo, diante do histórico de conflitos e do comportamento de Romero. Segundo ele, esses depoimentos ajudaram a contextualizar o estado emocional da vítima e reforçaram a linha de investigação sobre perseguição, controle e violência psicológica sofrida por Raquel antes do crime.
09h49 – Em resposta a questionamentos da promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes, o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri afirmou que o crime teria sido praticado em aproximadamente 15 minutos.
Segundo o delegado, o horário do homicídio foi definido a partir do cruzamento de diversas informações, como imagens de câmeras, registros de deslocamento, mensagens trocadas pela vítima com um amigo e dados telefônicos. Ele explicou que a investigação funcionou como um “quebra-cabeça”, no qual cada elemento ajudou a delimitar o intervalo de tempo do crime.
De acordo com o depoimento, Raquel enviou uma mensagem informando que havia chegado em casa. Poucos minutos depois, houve apenas uma resposta curta, o que, segundo a apuração, indicaria que o celular já havia sido subtraído. A partir disso, a polícia conseguiu delimitar um intervalo muito curto, estimado em cerca de 10 a 15 minutos, em que o crime ocorreu.
09h52 – Ainda durante a oitiva, o delegado confirmou que Romero Xavier Mengarde tinha conhecimento de que Raquel viajaria no dia seguinte para participar de uma feira do setor de queijos, em razão de seu reconhecimento como produtora rural. Segundo ele, familiares e pessoas próximas sabiam da viagem, e Romero também tinha essa informação.
Na avaliação do delegado, o fato de Raquel estar sozinha naquela noite e prestes a viajar pode ter representado uma “janela de oportunidade”, contribuindo para a motivação do crime, diante da dificuldade de Romero em aceitar o fim do relacionamento.
09h55 – A defesa de Rodrigo Xavier Mengarde, representada pelo defensor Guilherme Ribeiro Rigon, passou a questionar o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri.
O defensor perguntou se havia sido encontrada alguma prova no celular de Rodrigo. Em resposta, o delegado explicou que foi realizada quebra de sigilo e extração de dados dos aparelhos de ambos os réus, mas que a conversa mais relevante, mencionada anteriormente na investigação, foi localizada apenas no celular de Romero.
Segundo o delegado, há registros de conversas entre os irmãos nos dois aparelhos, porém um trecho específico, que indica preparação e deslocamento, não aparece no celular de Rodrigo. Ele esclareceu que essa diferença pode ocorrer por questões técnicas na extração de dados, não sabendo informar exatamente o motivo da ausência, mesmo após novas tentativas de recuperação.
09h59 – A defesa de Romero Xavier Mengarde passou a questionar o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri sobre aspectos técnicos relacionados ao uso de redes wi-fi e dados de internet.
Em resposta, o delegado explicou que o endereço IP identificado na investigação pode ser compartilhado por várias pessoas, pois está vinculado à localidade e à rede, e não a um único usuário. Segundo ele, no caso analisado, o IP estava relacionado à rede da residência de Raquel, utilizada após o crime.
10h05 – A sessão do Tribunal do Júri foi suspensa para intervalo.
10h22 – A sessão foi retomada com o depoimento do delegado Edmundo Félix de Barros Filho, que também atuou nas investigações do caso.
Ao assumir o compromisso legal de dizer a verdade, o delegado relatou que, na manhã de 19 de julho, foi informado sobre a ocorrência de um óbito e, em seguida, da identificação da vítima como Raquel Cattani, o que motivou o deslocamento imediato da equipe policial até o local do crime, no Pontal do Marape, área de difícil acesso.
Segundo o delegado, o local já estava preservado quando a equipe chegou. A partir disso, foram iniciados os procedimentos de perícia, com acompanhamento dos peritos criminais, para a coleta dos primeiros vestígios considerados relevantes para a investigação.
10h30 – O delegado Edmundo Félix de Barros Filho afirmou que, durante a oitiva de familiares, amigos e pessoas que conviviam com Raquel Cattani, todos relataram um histórico de violência doméstica sofrida pela vítima, embora não houvesse registros formais de boletins de ocorrência, situação que, segundo ele, é comum, especialmente em casos de violência psicológica.
De acordo com o delegado, os depoimentos apontaram episódios de xingamentos, tratamento pejorativo e humilhações, inclusive relacionadas a um problema auditivo de Raquel, que possuía perda parcial da audição. Segundo as testemunhas, Romero fazia chacotas em razão dessa condição.
10h32 – Ainda conforme os relatos, o comportamento do réu incluía crises de fúria, descontrole emocional e pressões psicológicas constantes. Testemunhas também mencionaram episódios em que Romero teria ingerido medicamentos com intenção suicida, utilizando essas situações como forma de manipulação emocional para manter o relacionamento.
O delegado explicou que os depoimentos revelaram a presença do chamado “ciclo da violência”, caracterizado por períodos de aparente tranquilidade e cuidado — a chamada “lua de mel” — seguidos por momentos de agressividade, ofensas e violência psicológica. Quando percebia a possibilidade de separação, o comportamento voltava temporariamente a ser afetuoso.
10h38 – O delegado Edmundo Félix de Barros Filho afirmou que, com o avanço das investigações, ficou definido que Rodrigo Xavier Mengarde foi o executor do crime. Segundo ele, a identificação ocorreu a partir das diligências realizadas após a localização da motocicleta da vítima, o que, na avaliação da polícia, afastou a possibilidade de participação de terceiros na execução.
O delegado explicou que, a partir desse ponto, não havia outra pessoa com motivação e condições de arquitetar o crime, senão Romero Xavier Mengarde, apontado como autor intelectual.
10h40 – O delegado destacou que Rodrigo possuía antecedentes criminais, mas relacionados a delitos de menor potencial ofensivo, como furtos e danos, sem histórico de crimes violentos ou contra a vida.
Ele explica que pessoas que cometem crimes patrimoniais costumam seguir um modus operandi específico, e uma escalada direta para um crime de homicídio ou latrocínio não seria compatível com o histórico de Rodrigo. Um dos poucos objetos subtraídos da residência da vítima foi um perfume, elemento que também chamou a atenção da investigação.
O delegado relatou ainda que, com autorização da moradora e esposa de Rodrigo, a equipe policial realizou diligências na residência, onde foram encontrados elementos que reforçaram a ligação do réu com o crime. A partir dessas informações, Rodrigo passou a apresentar versões contraditórias, mas acabou indicando o paradeiro da motocicleta, que foi localizada posteriormente.
10h49 – O delegado Edmundo Félix de Barros Filho afirmou que, além da promessa de pagamento, a investigação identificou outro elemento relevante para a motivação do crime: o resgate do convívio e do prestígio familiar de Rodrigo Xavier Mengarde junto ao irmão Romero.
Segundo o delegado, os irmãos não mantinham convivência próxima, mas houve uma reaproximação repentina nos dias que antecederam o crime. A mãe deles relatou que Rodrigo chegou a comentar que estava feliz com a visita do irmão, fato incomum até então.
10h50 – Ainda de acordo com o depoimento, mensagens e diálogos levantados na investigação indicam planejamento prévio, com questionamentos como “que horas nós vamos sair amanhã?” e referências a roupas já separadas, comportamento que, segundo o delegado, não é compatível com uma saída comum ou trabalho pontual.
Imagens de câmeras de segurança de Lucas do Rio Verde também ajudaram a reconstruir o trajeto. O delegado explicou que Rodrigo seguiu por uma rota incompatível com um deslocamento direto ao Pontal do Marape, o que indicaria que ele passou antes para buscar Romero.
10h51 – Em resposta a questionamentos do Ministério Público, o delegado Edmundo Félix de Barros Filho explicou aspectos logísticos do deslocamento até o Pontal do Marape, detalhando tempos médios de viagem entre a localidade e cidades da região. Segundo ele, o trajeto até o Pontal leva, em média, cerca de uma hora a uma hora e meia, dependendo da estrada utilizada. Para São José do Rio Claro, o deslocamento é de aproximadamente 45 minutos, e para Lucas do Rio Verde, em torno de uma hora, variando conforme a rota.
10h53 – O delegado esclareceu questões técnicas sobre a conexão de internet no Pontal do Marape, informando que a comunidade conta com apenas um provedor de internet, que opera por meio de IP compartilhado (IPv4). Não há estações rádio-base (antenas de telefonia celular) na localidade, o que impede conexões por sinal móvel. Assim, moradores dependem exclusivamente de internet via provedor local para comunicação, inclusive por aplicativos.
10h54 – Segundo o delegado, os dados técnicos demonstraram que Rodrigo Xavier Mengarde não possuía vínculos, rotina ou conexões que o levassem ao Pontal do Marape, tampouco histórico de frequentar a região. Ele afirmou que Rodrigo e Raquel Cattani não mantinham qualquer convívio ou conflito, inexistindo motivo pessoal para que Rodrigo cometesse o crime por iniciativa própria.
O delegado reforçou que os irmãos Romero e Rodrigo passaram anos sem manter contato, conforme relatos da mãe. A reaproximação ocorreu de forma repentina, pouco antes do crime, o que, segundo a investigação, foi um elemento relevante para a compreensão da dinâmica dos fatos.
10h55 – Conforme o depoimento, a análise das conexões de internet indicou acesso ao IP do provedor que opera exclusivamente no Pontal do Marape, reforçando a presença do executor no local no período do crime.
Ao final, o delegado foi categórico ao afirmar que não foi identificado nenhum motivo autônomo para Rodrigo matar Raquel, destacando que ele não tinha relação com a vítima e que a execução ocorreu a mando de Romero, conforme apurado na investigação.
10h56 – A promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes questionou o delegado Edmundo Félix de Barros Filho sobre a veracidade dos relatos prestados pela vizinha, moradora próxima da vítima.
O delegado confirmou que a vizinha relatou de forma fiel as situações que presenciou. Segundo ele, a testemunha é mãe da melhor amiga de Raquel, e afirmou já ter presenciado a vítima sendo xingada por Romero, além de um episódio em que o réu teria apontado uma arma para o rosto de Raquel.
10h57 – O delegado acrescentou que outra amiga da vítima, além da mãe da melhor amiga, também trouxe informações semelhantes à investigação. Conforme o relato, essa amiga ouviu de Raquel a frase: “Um dia, o Romero ainda vai me matar”, o que reforçou a percepção de medo e pressentimento da vítima.
Retomando o dia em que Raquel foi encontrada morta, em 19 de julho, o delegado lembrou que, ao chegar ao local do crime, a vizinha já apontava Romero como responsável, demonstrando convicção desde os primeiros momentos. Ele explicou que, embora a testemunha estivesse abalada emocionalmente, suas informações se mostraram coerentes com os elementos apurados ao longo da investigação.
10h58 – O delegado Edmundo Félix de Barros Filho detalhou o depoimento de uma amiga de Raquel Cattani, que residia em Lucas do Rio Verde.
Segundo o delegado, a amiga relatou, em uma ocasião em que saiu com Raquel, Romero teria descido do veículo, momento em que Raquel abriu o porta-luvas e mostrou uma arma, afirmando que o companheiro estava armado. Conforme o relato, Romero estaria embriagado naquele dia.
O delegado afirmou que Raquel confidenciou a amiga o medo que sentia e chegou a dizer a frase: “Um dia, o Romero ainda vai me matar”, informação que foi formalmente registrada em depoimento.
De acordo com o delegado, embora Raquel tivesse um círculo restrito de amizades, essas amigas próximas relataram de forma consistente episódios de medo, ameaças e violência, o que contribuiu para reforçar o histórico de violência doméstica identificado ao longo da investigação.
11h05 – O delegado Edmundo Félix de Barros Filho relatou que chamou a atenção da equipe o comportamento de Romero Xavier Mengarde durante as entrevistas e interrogatórios, especialmente pela ausência de desespero ou abalo emocional após a morte de Raquel Cattani.
Segundo o delegado, Romero apresentou uma versão previamente estruturada, que não se alterou em nenhum momento, respondendo apenas ao que havia se proposto a falar, de forma controlada e objetiva. Ele destacou que, pela experiência policial, é comum identificar contradições, falhas ou mudanças de narrativa em situações semelhantes, o que não ocorreu nesse caso.
11h08 – Sobre a análise do celular, o delegado explicou que, após autorização judicial e quebra de sigilo, foi constatado que mensagens antigas com outras pessoas não haviam sido apagadas, enquanto mensagens recentes, próximas à data do crime, haviam sido excluídas. Para a investigação, esse fato indicou que os apagamentos não foram aleatórios, mas seletivos.
O delegado destacou que, se o contato envolvesse apenas um “serviço simples”, não haveria motivo para apagar especificamente essas mensagens.
Outro ponto levantado foram registros de fotos considerados desconexos, encontrados no aparelho de Romero. Segundo o delegado, tratavam-se de imagens como entradas de locais, interior de veículos e outros registros sem contexto, o que, na avaliação da equipe, poderia indicar tentativa de construção de álibi, já que não seguiam um padrão comum de registros espontâneos do cotidiano.
11h10 – O delegado confirmou ainda que Raquel Cattani viajaria no dia seguinte, 19 de julho, para Cuiabá, onde participaria de um evento ligado à produção de queijos, área em que era reconhecida. A vítima seguiria viagem a partir do Pontal do Marape, com carona de um vizinho.
Questionado sobre os relatos colhidos em oitivas formais e informais, o delegado afirmou que testemunhas descreveram Romero como uma pessoa fria, grosseira e extremamente ignorante, sem demonstrar empatia. Segundo ele, esses relatos foram recorrentes, inclusive quanto ao tratamento dispensado a animais, apontado como desprovido de sensibilidade.
De acordo com o delegado, o comportamento descrito pelas testemunhas indicava alguém emocionalmente frio, com postura agressiva e ausência de empatia, especialmente no relacionamento com Raquel, o que reforçou o contexto de violência psicológica identificado ao longo da investigação.
11h14 – A defesa de Rodrigo Xavier Mengarde iniciou questionamentos ao delegado Edmundo Félix de Barros Filho. O defensor perguntou sobre a quebra de sigilo do celular de Rodrigo. O delegado respondeu que a análise dos dados confirmou a conexão do aparelho via wi-fi no Pontal do Marape, indicando a presença do réu no local. Segundo ele, as conversas não puderam ser integralmente recuperadas no celular de Rodrigo, sendo localizado apenas, no aparelho de Romero, o trecho de conversa já mencionado na investigação.
Em seguida, a defesa questionou sobre a presença de impressões digitais na residência. O delegado explicou que era normal encontrar digitais de Romero em áreas internas da casa, como portas e locais de uso comum, já que ele frequentava o imóvel em razão dos filhos. No entanto, o que chamou a atenção da investigação foi a impressão digital localizada na parte externa da janela do quarto, elemento considerado colateral, mas relevante no contexto da apuração.
O delegado relatou que, ao efetuar a prisão, informou Romero sobre seus direitos, comunicou que ele seria conduzido à delegacia e permitiu que recolhesse seus pertences pessoais. Segundo ele, Romero pegou uma mochila que estava no local e acompanhou a equipe sem resistência.
11h20 – O delegado acrescentou que, no dia 19 de julho, um fato chamou a atenção da investigação: um vídeo gravado por Romero em um grupo de família, no qual ele aparece dando parabéns ao filho e chorando, mesmo sendo um momento de celebração. Segundo ele, a gravação causou estranhamento, já que a comemoração do aniversário estava programada para ocorrer normalmente com a família.
Ao concluir, o delegado reforçou que, no momento do crime, os filhos estavam sob os cuidados de Romero, enquanto Rodrigo permaneceu no Pontal do Marape, onde o homicídio ocorreu.
11h23 – A testemunha foi dispensada, e a sessão do Tribunal do Júri foi suspensa para intervalo.
11h31 – A sessão do Tribunal do Júri foi retomada com o depoimento de Sandra Cattani, mãe de Raquel Cattani. Em relato inicial, ela descreveu a rotina da família e afirmou que estranhou o fato de a filha não ter aparecido na manhã do crime, como fazia habitualmente.
11h35 – Sandra Cattani relatou os momentos de desespero ao procurar a filha, que não havia aparecido naquela manhã. Segundo ela, passou por diversas hipóteses até entrar na residência.
A mãe contou que a porta estava fechada e, ao abri-la, viu Raquel caída no chão. Inicialmente, pensou que a filha pudesse ter caído ou passado mal, mas, ao se aproximar e tentar ajudá-la, percebeu que Raquel já estava sem vida, com o corpo gelado e rígido.
Sandra afirmou que tentou chamá-la pelo nome e chegou a tentar levantá-la, mas, diante do estado do corpo, entendeu que a filha estava morta. Ela disse que, naquele momento, não conseguia acreditar no que estava vendo.
11h36 – Em continuidade ao depoimento, Sandra Cattani narrou o dia anterior ao crime e detalhou o distanciamento entre Raquel e Romero. Ela relatou que, naquele dia, Romero foi buscar as crianças para passarem a noite na casa da avó, pois no dia seguinte seria o aniversário de um dos filhos.
Segundo a mãe, durante o almoço em família, Raquel evitou tirar fotos ao lado do ex-companheiro, demonstrando o afastamento entre eles. Após o almoço, Raquel retornou para casa para se organizar, enquanto ficou combinado que Romero levaria as crianças.
11h38 – Sandra contou que, ao se despedir da família, Romero chorou, o que chamou a atenção. Depois disso, ele saiu com as crianças e seguiu para a casa de Raquel, onde elas estavam antes de irem para a casa da avó.
Ela relatou ainda que, no fim da tarde, encontrou Raquel brevemente na vila. A filha comentou que, no dia seguinte, passaria na casa de uma amiga para provar um vestido antes de viajar. Após isso, Raquel voltou para casa, encerrando o último contato presencial entre mãe e filha antes do crime.
11h40 – Em depoimento, Sandra Cattani explicou que Raquel e Romero viviam um ciclo de idas e vindas, com separações e reconciliações ao longo do relacionamento. Segundo a mãe, desta vez a filha estava decidida a não retomar a relação.
Ela afirmou que, embora ainda casados no papel, Raquel e Romero estavam separados de fato havia cerca de 30 dias. Sandra contou que a filha dizia não aguentar mais a situação e que estava determinada a seguir em frente.
Mesmo separados, o contato entre eles continuava por causa dos filhos. Romero buscava ou levava as crianças e mantinha conversas pontuais com Raquel sobre a rotina dos filhos. A mãe relatou que, após a separação, Raquel passou a dormir com mais frequência na casa dos pais, evitando ficar sozinha em sua própria residência.
Sandra informou ainda a idade das crianças e confirmou que, no dia anterior ao crime, Raquel esteve na região, manteve sua rotina e permaneceu em casa, reforçando que não havia qualquer sinal de que retomaria o relacionamento.
11h46 – O Ministério Público fez um questionamento sensível à testemunha Sandra Cattani sobre a situação dos filhos de Raquel após o crime.
Sandra relatou que as crianças estão sob os cuidados da família e que sabem que a mãe morreu. Segundo ela, os filhos sentem muita saudade e demonstram isso diariamente, lembrando dos momentos vividos com Raquel.
Emocionada, contou que a filha mais nova mantém forte vínculo com a memória da mãe, pede para ver fotos e vídeos no celular todas as noites e usa constantemente uma camiseta com referência à mãe, recusando-se a tirá-la. Disse ainda que as crianças lembram da rotina, das brincadeiras e do cuidado que recebiam da mãe.
11h48 – Questionada sobre a separação de Raquel e Romero, Sandra afirmou que, no início, ele não aceitava bem o fim do relacionamento, mas que, com o tempo, houve acertos informais sobre bens e cuidados com os filhos. Apesar disso, não houve formalização em cartório.
A mãe também reforçou que Rodrigo não tinha convivência com a família, não frequentava a comunidade, nunca participou de aniversários das crianças e que, segundo seu conhecimento, os irmãos passaram anos sem contato, por decisão do próprio Romero.
12h03 – Em resposta a questionamentos, Sandra Cattani afirmou que, na semana do crime, o marido Gilberto Cattani realizou o pagamento de R$ 4 mil a Rodrigo por uma cerca construída na propriedade da família.
Segundo o depoimento, o valor foi pago no próprio dia, como acerto por um serviço já realizado. Sandra explicou que o pagamento se referia exclusivamente ao serviço da cerca executado anteriormente.
12h08 – Em resposta a questionamentos, Sandra Cattani afirmou que Romero tinha acesso ao celular de Raquel sem a permissão dela. Segundo a testemunha, ele chegou a expor conversas privadas da vítima com um amigo, retiradas do aparelho.
Sandra confirmou ainda que reconheceu o perfume encontrado na casa de Rodrigo como sendo o mesmo que havia presenteado Raquel, trazido de viagem. De acordo com o relato, o objeto fazia parte dos pertences pessoais da vítima.
Questionada sobre a divulgação de conversas em grupo de WhatsApp da comunidade, Sandra disse que teve conhecimento de que Romero acessou mensagens privadas de Raquel e chegou a mostrá-las a terceiros. Ela reforçou que Raquel nunca autorizou esse acesso e que o controle do celular ocorria sem o consentimento da vítima, o que, segundo a mãe, reforça o comportamento invasivo e controlador do réu.
12h09 – Ao ser questionada sobre o que espera do julgamento, Sandra Cattani declarou: “Espero que Deus amenize a dor. A Raquel faz muita falta. Eu creio que vai ser feita justiça.”
Em seguida, afirmou: “O mínimo que espero é que sejam condenados e peguem a pena máxima, mas isso não vai trazer ela de volta.”
A mãe completou ressaltando o impacto do crime sobre as crianças: “A gente só vê a dor dos outros até acontecer com a gente. Ele acabou com a vida dos filhos dela, tirou o direito de eles terem a mãe.”
12h10 – A defesa de Romero questionou Sandra Cattani sobre o dia da prisão do réu.
A testemunha relatou que Romero estava na residência, com outras pessoas presentes, quando a equipe policial chegou. Segundo ela, o delegado Edmundo Félix chamou Romero, que se levantou e acompanhou os policiais. Sandra contou que, naquele momento, não recebeu explicações detalhadas sobre o que estava acontecendo.
Ela informou ainda que os policiais retornaram à residência posteriormente para buscar alguns pertences e que, após ser conduzido a Nova Mutum, Romero foi inicialmente liberado, enquanto a investigação prosseguia, com a oitiva de diversas pessoas.
Sandra afirmou que, à época, a família sabia que a polícia havia investigado mais de cem pessoas e que, mesmo sem confirmações oficiais naquele momento, já desconfiava da responsabilidade de Romero, com a confirmação vindo posteriormente no curso das investigações.
12h13 – O juíza faz a leitura dos questionamentos apresentados pelos jurados, que foram respondidos por Sandra Cattani.
Ela esclareceu que não havia processo formal de separação, embora Raquel já tivesse buscado informações para se separar. Disse ainda que não existiam conflitos relacionados à guarda dos filhos e que os bens do casal eram divididos entre ambos.
12h15 – Ao falar sobre a filha, Sandra se emocionou ao descrevê-la como uma mulher trabalhadora, simples e dedicada, criada no sítio, onde viveu e trabalhou por muitos anos. Relatou que Raquel era produtora de queijos, estava em plena ascensão profissional, cuidava sozinha da casa, dos filhos e da produção rural, realizando tarefas pesadas diariamente.
A mãe destacou o vínculo afetivo de Raquel com os filhos, o amor pelos animais e a rotina intensa de trabalho. Reafirmou que a filha sofreu violência psicológica, com episódios de humilhações e xingamentos, inclusive relacionados à perda auditiva, o que causava sofrimento constante.
Sandra afirmou que Raquel tentou manter o relacionamento, mas que, diante da pressão psicológica e do desgaste emocional, decidiu definitivamente se separar, por não suportar mais a situação.
12h17 – A sessão do Tribunal do Júri foi suspensa para intervalo de uma hora para o almoço.
13h26 – Com a retomada dos trabalhos, foi ouvida a testemunha Marcos Bilibio, morador do Pontal do Marape, sendo a primeira testemunha após o intervalo. Em depoimento, ele relatou que no dia do crime encontrou Romero, que teria oferecido novilhas para venda durante uma conversa rápida.
13h29 – A defesa de Rodrigo questionou a testemunha Marcos Bilibio sobre o encontro com Romero.
Marcos explicou que estava a cavalo no momento em que Romero parou em um carro, ao lado da estrada. Segundo ele, Romero não desceu do veículo e a conversa foi rápida. Disse que Romero apenas perguntou se ele teria interesse em comprar novilhas. A testemunha respondeu que, naquele momento, não sabia, e combinou que avisaria caso surgisse interesse.
A testemunha afirmou ainda que Romero não comentou se estava chegando ou saindo da comunidade, nem mencionou deslocamento para outra cidade. Após a breve conversa, Romero seguiu caminho, sem outros diálogos.
13h30 – O Ministério Público passou a interpelar Marcos Bilibio. Ele afirmou que o encontro com Romero foi breve, ocorrido quando ele retornava de suas atividades. Segundo a testemunha, Romero parou rapidamente, fez o comentário sobre a possível venda das novilhas e logo seguiu caminho.
Marcos esclareceu que o local do encontro não era próximo ao sítio de Raquel, nem ao sítio do pai dela, Gilberto Cattani, mas em outro ponto da região. Disse ainda que não percebeu a presença de outra pessoa acompanhando Romero no momento do encontro e não soube precisar o horário exato, apenas que ocorreu no fim da tarde.
13h32 – A testemunha Marcos Bilibio finzalizou as respostas e foi dispensada.
13h39 – Teve início, por videoconferência, o depoimento de Anderson de Barros Sampaio, testemunha arrolada pela defesa de Romero.
13h42 – Em continuidade ao depoimento por videoconferência, a testemunha Anderson, arrolada pela defesa de Romero, foi questionada sobre o crime ocorrido no Pontal do Marape, que teve grande repercussão.
Anderson afirmou que tomou conhecimento do caso pela repercussão, mas não presenciou os fatos. Questionado sobre a noite anterior ao crime, relatou que estava com colegas de trabalho.
Segundo a testemunha, conheceu Romero por intermédio de Samuel, colega de trabalho. Disse que ambos trabalham na mesma empresa, na cidade de Tapurah, e que o encontro ocorreu em um alojamento utilizado pelos trabalhadores. A testemunha informou não se recordar com precisão do horário, estimando que tenha ocorrido por volta das 22h, e afirmou que não houve conversa relevante sobre o crime ou qualquer fato relacionado a ele naquela ocasião.
O juízo seguiu esclarecendo detalhes sobre local, horário e circunstâncias do encontro, para melhor contextualizar o depoimento.
13h44 – Em complementação ao depoimento, Anderson Sampaio afirmou que, na noite em que esteve com Romero, o grupo frequentou diversos bares e três prostíbulos, antes de se dispersarem.
13h48 – Em resposta aos questionamentos do Ministério Público, a testemunha Anderson Sampaio afirmou que todas as despesas da noite em que esteve com Romero, em bares e prostíbulos, foram pagas pelo próprio réu, com dinheiro em espécie.
13h53 – Foi encerrado o depoimento de Anderson Sampaio e teve início a oitiva de Samoel Marcos da Conceição, arrolado pela defesa de Romero, por videoconferência.
Samoel Marcos da Conceição é a última testemunha arrolada pelas partes a ser ouvida no julgamento.
Por TJMT
Share this content:




Deixe uma resposta