Carlos Fávaro deixa ministério e assume comando do PSD para as Eleições 2026 em Mato Grosso
O cenário político de Mato Grosso ganhou contornos definitivos neste final de semana. Carlos Fávaro (PSD) encerrou seu ciclo à frente do Ministério da Agricultura para mergulhar de cabeça nas Eleições 2026. O movimento, embora esperado, vem acompanhado de uma engenharia política robusta: Fávaro não apenas volta ao Senado, mas traz consigo reforços de peso como a família Pinheiro e o experiente Wilson Santos, consolidando o PSD como uma das maiores forças de oposição no estado.
A MONTAGEM DO “PALANQUE COMPLETO”
Fávaro não voltou para Cuiabá apenas para garantir sua reeleição. Ele articulou uma estrutura que visa ocupar todos os níveis do poder estadual:
- Governo de MT: A médica Natasha Slhessarenko (PSD) surge como o nome principal para a disputa ao Palácio Paiaguás.
- Reforços de Peso: A migração de Emanuel Pinheiro (ex-MDB) e do deputado federal Emanuelzinho para o PSD altera o equilíbrio de forças na capital e na Baixada Cuiabana.
- Experiência: O deputado estadual Wilson Santos também integra a base que promete uma atuação agressiva no interior do estado.
🤝 O BLOCO DE ESQUERDA E CENTRO
O PSD de Fávaro não jogará sozinho. A sigla consolidou um bloco político estratégico com a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB).
- Projeções: O grupo estima eleger de 3 a 4 deputados estaduais e até 2 federais.
- Senado: Além de Fávaro, o bloco pretende disputar a segunda vaga disponível para o Senado, buscando ampliar a representação ligada ao Governo Federal em Mato Grosso.
⚠️ POLÊMICA NA SUPLÊNCIA
A volta de Fávaro ao Senado também serve para “estancar” a crise com sua suplente, Margareth Buzetti (PP). A relação, marcada por divergências e a chamada “rasteira” política, acelerou o desejo do senador de reassumir o controle direto da sua cadeira e da articulação política presencial no estado, visando blindar sua base eleitoral em Lucas do Rio Verde e demais cidades do agronegócio.
Fávaro reassume mandato para salvar filho de Lula de indiciamento na CPI do INSS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT), com um objetivo muito específico: garantir que ele reassuma sua cadeira no Senado para votar contra o relatório da CPI do INSS. O parecer, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar, pede o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente.
⚖️ O QUE ESTÁ EM JOGO NA CPI DO INSS?
A estratégia do governo Lula é clara: reformar a base da comissão para assegurar a maioria e rejeitar o texto de Alfredo Gaspar, substituindo-o por uma versão alternativa que livre Lulinha do indiciamento.
- Trocas de Última Hora: Além de Fávaro, o governo e partidos do Centrão promoveram substituições em massa no colegiado para garantir que o placar, embora apertado, seja favorável ao Planalto.
- O Risco: Mesmo com Fávaro de volta, a oposição promete uma disputa “voto a voto”, tratando o desfecho como incerto até o último minuto da deliberação.
🚜 IMPACTO PARA MATO GROSSO EM 2026
Embora o motivo imediato seja a CPI, a volta de Carlos Fávaro 2026 ao Senado acelera sua pré-campanha no estado. Ele agora utiliza a visibilidade da defesa do governo para consolidar sua base, mas carrega o ônus do desgaste com Buzetti, que possui forte trânsito entre o empresariado e o agronegócio de Mato Grosso.
Por Cenário MT





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