Bolsonaro pode perder patente militar? Pedido chega ao STM

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(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

 

 

O pedido do MPM (Ministério Público Militar) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro, três generais do Exército e um almirante da Marinha sejam expulsos das Forças Armadas em função da condenação na ação penal da trama golpista foi recebido nesta terça-feira (3) pelo STM (Superior Tribunal Militar).

As ações realizadas pelo MPM pede a perda do oficialato contra Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier. Todos estão condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na ação penal do núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado.

A medida do MPM foi tomada após o Supremo declarar, em 2025, o trânsito em julgado das condenações, ou seja, reconhecer o fim da possibilidade de recorrer e determinar a prisão do ex-presidente e dos demais condenados.

Conforme a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão. No caso deste processo, as penas de Bolsonaro e dos demais acusados variam entre 19 e 27 anos de prisão.

Se a perda das patentes for decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro e os demais militares recebem será repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão. O benefício é conhecido como “morte ficta” e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960.

Formado por 15 ministros, o tribunal militar é composto sendo cinco civis e dez militares, cujas cadeiras estão distribuídas entre quatro vagas destinadas ao Exército, três à Marinha e três à Aeronáutica.

Relatores

Após o MPM protocolar as ações, o tribunal definiu eletronicamente os relatores dos processos. A ação contra Bolsonaro será relatada por um ministro oriundo da Aeronáutica. Já o processo contra o general Braga será relatado por um ministro da cadeira do Exército.

  • Bolsonaro: ministro Carlos Vyuk Aquino (Aeronáutica);
  • Almirante Garnier: ministra Veronica Sterman (Civil);
  • General Paulo Sergio Nogueira: ministro Barroso Filho (Civil);
  • General Heleno: ministro Celso Luiz Nazareth (Marinha);
  • General Braga Netto: ministro Flavio Marcus Lancia (Exército).

No entanto, o tribunal não tem prazo legal para julgar as ações. Além disso, conforme as regras internas do STM, a presidente só vota em caso de empate e sempre a favor do réu nas ações de perda do oficialato.

Por Primeira Página

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