Baixinha Giraldelli diz que vereador caiu no “conto do vigário” ao acusar jornalista

A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) se manifestou em defesa da ex-assessora, a jornalista Larissa Malheiros, atualmente diretora de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande (região metropolitana), após acusações de que ela teria clonado o celular da parlamentar e vazado áudios de vereadores para a imprensa.
Com feição abatida, Baixinha afirmou que o vereador Demilson Nogueira (PP) “caiu no conto do vigário” ao acusar sua ex-assessora diante dos colegas.
“Eu fui exposta numa reunião com quase 20 vereadores, 19, e me acusaram de que meu celular estava clonado. Todos falaram que acreditavam em mim. Eu disse que ia falar com a Larissa, mas infelizmente não havia prova. Fico sentida, sabe por quê? Porque meu amigo Demilson caiu no conto do vigário”, disse a vereadora.
A jornalista Larissa registrou boletim de ocorrência por calúnia e difamação contra os vereadores de Cuiabá Ilde Taques (Podemos) e Demilson Nogueira. No documento, feito na quarta-feira (11), Larissa relatou que seu nome foi citado durante a reunião entre 19 parlamentares da Câmara de Cuiabá, em meio a uma denúncia de vazamento de áudios internos.
Segundo o boletim, Ilde Taques afirmou que ele e Demilson Nogueira teriam investigado a origem dos áudios. Já Demilson teria relatado que conversou com um jornalista de Várzea Grande durante um evento, e que o profissional teria indicado Larissa como responsável pelo vazamento, apresentando supostas conversas extraídas do celular de Baixinha.
Durante a reunião, parlamentares questionaram como Larissa poderia ter enviado mensagens se já não trabalhava mais no gabinete da vereadora. Segundo o registro policial, Demilson teria afirmado que a jornalista teria “clonado” o telefone de Baixinha para repassar os conteúdos à imprensa.
Baixinha ressaltou que se sentiu exposta e criticou o colega progressista por não ter buscado esclarecimentos diretamente com ela antes de acusar a ex-assessora perante os outros vereadores.
“Demilson, com todo o respeito e admiração que tenho por você, poderia ter me procurado primeiro, e não me exposto na frente de todos os vereadores. Eu me senti alvo de uma armação”, afirmou.
A parlamentar também desafiou a “fonte” da acusação a apresentar provas. “Queria que esse jornalista fosse homem e mostrasse a prova. Esse jornalista que fez o Demilson cair no conto do vigário deveria provar”, disse.
Por fim, a vereadora parabenizou Larissa pela coragem de denunciar a difamação.
“Eu avisei todos os vereadores, Larissa pediu reunião com vocês e não houve resposta. Eu não me responsabilizava pelo ato dela, mas dou parabéns pela coragem de ir denunciar”, concluiu.
Entenda o caso
O conflito envolve o vazamento de mensagens de áudio de um grupo de WhatsApp dos vereadores de Cuiabá, divulgado em fevereiro. Nas gravações, os parlamentares Jefferson Siqueira (PSD) e Demilson Nogueira aparecem fazendo críticas à imprensa.
Na época, Jefferson classificou a divulgação como tentativa de descredibilizar a Câmara e afirmou que destinaria a instituições filantrópicas qualquer valor recebido em processos contra jornalistas.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Demilson Nogueira, mas o vereador não quis se manifestar. O espaço segue aberto para futuras declarações.
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